Ministra da agricultura promete analisar situação da Embrapa em Parnaíba, que a gestão Moretti quer desmontar

Ministra da agricultura promete analisar situação da Embrapa em Parnaíba, que a gestão Moretti quer desmontar


Na quarta-feira, 5 de maio, foi realizada uma reunião por videoconferência, solicitada pelo deputado federal Átila Lira, com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o presidente da Embrapa, Celso Moretti, o presidente da Câmara Municipal de Parnaíba, Carlson Pessoa, e parlamentares do Piauí. O coordenador da UEP Parnaíba, que é sediado em Teresina e de lá coordena a UEP, também participou da reunião.

Com a pauta de “Reorganização da Agenda de Pesquisa, Desenvolvimento e Fortalecimento da UEP Parnaíba”, a ministra reproduziu os discursos da chefia da Meio-Norte e da presidência da empresa de que não existe intenção de fechar a unidade, mas buscar eficiência do órgão. Também informou que as remoções de trabalhadoras e trabalhadores ocorrem em todo o País para equilibrar os quadros da Embrapa.

Na verdade, o que acontece na UEP Parnaíba, como já denunciado pelo SINPAF, é apenas o início para o desmonte de boa parte da estrutura da Embrapa, processo desenvolvido pela gestão Moretti, desde 2020, sob a marca da “reestruturação”, que está alinhado ao projeto ultra neoliberal do Governo Federal.

“A redução do orçamento e do quadro de trabalhadoras e trabalhadores e, com isso, a limitação da atividade-fim da Embrapa que é a pesquisa, não caracteriza nada além do que o sucateamento da empresa. Podemos dizer que a Embrapa em Parnaíba é o ensaio para o desmonte de outras unidades, a fim de enfraquecer a empresa e promover a sua precarização. Mas o SINPAF organizará a resistência e vamos continuar lutando contra gestões e governos que atentem contra a sobrevivência da empresa”, afirmou o presidente do SINPAF, Marcus Vinícius Sidoruk Vidal.

Apesar dos parlamentares presentes na reunião reforçarem que as mudanças que estão ocorrendo na UEP Parnaíba trarão prejuízos para região, que possui potencial produtivo e econômico, a ministra e os gestores da empresa não explicaram quais são os planos e como irão fortalecer a Unidade em Parnaíba.

Entretanto, ao final da reunião, a ministra da agricultura afirmou que irá analisar os questionamentos dos parlamentares representantes do Piauí e que dará uma resposta o mais rápido possível.

Para o presidente da Seção Sindical do SINPAF em Parnaíba, Raimundo Nonato Júnior, já é um caminho a ministra expressar cuidado com os trabalhadores e trabalhadoras, porém o problema do desmonte da UEP Parnaíba vai muito além das transferências. “As transferências de pessoal e o fechamento de laboratórios vão trazer prejuízo para toda a cadeia produtiva da fruticultura e bovinocultura leiteira da região. Todos aqui aguardavam uma posição mais definida da ministra no sentido de uma real revitalização da Embrapa na região. A sociedade precisa e deve participar do processo de revitalização da UEP Parnaíba”, explicou Júnior.

O presidente da Seção Sindical reforçou que a luta democrática contra o desmonte da Embrapa de Parnaíba continuará ainda mais forte. “As trabalhadoras e os trabalhadores Embrapianos, que se dedicaram ao longo de mais de trinta anos na construção e consolidação da empresa na região não ficarão de braços cruzados diante desta ameaça de desmonte. Estamos sendo apoiados pela sociedade civil, produtores, empresários e parlamentares”, concluiu Júnior.

TROCA DE GESTÃO

Após iniciar o desmonte da Unidade de Execução de Pesquisa (UEP) em Parnaíba, o chefe-geral da Embrapa Meio-Norte, recebeu um cargo no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em Brasília-DF. O anúncio de sua saída para assumir a nova função foi feito em 22 de abril, por videoconferência.

O agora ex-chefe também deu a notícia de que o chefe-administrativo da Meio-Norte assume como novo chefe-geral interino, até que a Embrapa desencadeie o processo de mudança para uma nova gestão.

A situação se torna inusitada, pois a tentativa de desmonte da UEP continua sendo gerida por uma gestão provisória, em final de mandato, cujo único objetivo é implementar o desmonte da Unidade, em sintonia com as diretrizes autoritárias da gestão Moretti.

Dizer que não vai se fechar a UEP não basta para parar o desmonte. A decisão da gestão Moretti está na contramão do que os produtores, parceiros, parlamentares e a sociedade de Parnaíba querem e necessitam.

O SINPAF continuará na luta pela manutenção e ampliação da UEP Parnaíba.

Por uma Embrapa pública, democrática e inclusiva!!!

Receba notícias direto em seu e-mail:
assine nosso informativo

Fale conosco