Embrapa faz hoje 48 anos. O que comemorar?

Embrapa faz hoje 48 anos. O que comemorar?

Por: Diretoria Nacional | | Notícias gerais

Nesse período difícil que atravessamos no país e na Embrapa, essa é uma pergunta cuja resposta precisamos reafirmar a todo instante e que pode ser resumida em uma palavra: comemora-se a luta.

Nesses quarenta e oito anos de existência da empresa, é fundamental reforçar que seus sucessos e conquistas foram forjados por muitas horas de trabalho, de dedicação e de luta de seus trabalhadores e trabalhadoras.

Luta materializada nos prêmios recebidos e projetos liderados por pesquisadoras e pesquisadores, os quais travam uma batalha diária por recursos e condições de trabalho adequadas, em meio à crescente burocracia e às tentativas de sufocar a criatividade.

Luta iniciada por aqueles que, trabalhando na área administrativa, são levados a manejar programas e softwares caríssimos, adquiridos sem planejamento e implantados de forma irresponsável.

Luta travada por todos aqueles que estão trabalhando em revezamento para garantir que a empresa não pare na pandemia, mesmo que isso lhes custe a própria Vida.

Luta dos trabalhadores e trabalhadoras da UEP-Parnaíba que batalham para não serem transferidos e, nessa peleja, exalam dignidade após serem tratados como objetos descartáveis.

Luta dos que dedicaram uma vida inteira à empresa e, aposentados, mas na ativa, foram pressionados a informar os valores da aposentadoria para posterior desconto, em determinadas situações.   

Luta dos sindicalistas e das sindicalistas que, ao combater os desmandos da Gestão Moretti, estão sendo alvo de práticas antissindicais e, inclusive, sofrendo tentativa de expulsão das dependências da empresa. Não se dobrar tem o seu preço!

Luta de todos que amam a Embrapa e sabem que a Gestão Moretti, que conduz a empresa de forma autoritária e burocrática, certamente passará. Haveremos de separar o joio do trigo para ter mais razões para comemorar do que motivos para lutar.

Até lá vamos comemorar a luta de pesquisadores e pesquisadoras, dos trabalhadores e trabalhadoras da área administrativa, dos que estão em revezamento, dos que lutam para permanecer trabalhando em Parnaíba, dos aposentados e aposentadas que se dedicam à Embrapa, dos sindicalistas e de todos e todas aqueles que, com seu trabalho e suor, tornaram a empresa uma referência mundial.   

Sigamos na luta por uma Embrapa Pública, Democrática e Inclusiva.

 

 

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