Os diretores nacionais do SINPAF reuniram-se na tarde desta terça-feira (25/4) com a Comissão de Negociação da Embrapa para marcar as rodadas de negociações, prorrogar o ACT vigente e ajustar o processo de debate das cláusulas sociais e econômicas. A primeira e a segunda rodadas foram marcadas para os próximos dias 16 e 17, às 14h, na sede da empresa. A terceira e a quarta rodadas foram agendadas para os dias 29 e 30 de maio.

Na reunião, Clarice Castro, presidente da Comissão da Embrapa, ressaltou que “o cenário não é promissor e que a categoria deve entender que as negociações serão complexas, principalmente para as cláusulas econômicas.”

O presidente do SINPAF, Carlos Henrique Garcia, rebateu dizendo que a culpa do cenário nacional não é dos trabalhadores e que a expectativa do SINPAF é que seja fechado um acordo sem perdas para a categoria.

"O cenário econômico do país está estagnado por causa da péssima gestão da classe política que está no poder. Os trabalhadores são os que mais contribuem para melhorar a situação financeira do Brasil. Esperamos que a empresa faça o maior esforço possível para manter o que foi conquistado com muita luta, em anos anteriores, e que tenhamos avanços nas negociações", disse.

PRORROGAÇÃO- A Embrapa propôs a prorrogação do ACT vigente somente por 30 dias e, apesar de o presidente do SINPAF ter solicitado que o ACT fosse prorrogado por 60 dias, em virtude da proximidade da data-base da categoria, que é 1º de maio, a comissão da Embrapa não acatou o pedido do SINPAF. A empresa registrou em ata que na rodada do dia 29 de maio, se necessário, haverá nova discussão para prorrogar o ACT por mais 30 dias.

NEGOCIAÇÕES – A Embrapa também sugeriu que o processo de negociação seguisse o ritmo dos anos anteriores, com o debate das cláusulas na mesma sequência da pauta de reivindicação. Nesse sistema, as cláusulas econômicas seriam puladas, até haver a sinalização da Secretária de Coordenação e Governança das Empresas (SEST). O SINPAF não concordou com o procedimento proposto pela empresa e pediu para haver mudanças neste ano. De acordo com o presidente do SINPAF, existem cláusulas que não dependem de autorização do governo, mas apenas do empenho da empresa e do Sindicato para negociar.

NOVA PROPOSTA - "Haverá mais celeridade se negociarmos primeiramente as cláusulas do ACT vigente para as quais o SINPAF propõe a manutenção, depois as sociais e por último as econômicas", disse Carlos Henrique.

 

Veja a ata de hoje:

PARTICIPANTES - Além do presidente do SINPAF, também participaram da reunião, pela Diretoria Nacional, o diretor jurídico Flávio José de Souza, o secretário-geral Luiz Carlos Benato e o diretor de Saúde do Trabalhador, Nilson Carrijo; além dos presidentes de Seções Sindicais Cláudio Kaminski (Sede), Lucas Ednei Lima Santana (Cerrados) e Waltterlenne Englen Freitas de Lima (Goiânia).