Empregados da Embrapa Informática Agropecuária, localizada no campus da Unicamp, em Campinas-SP, realizaram na última quinta-feira (31/8) um protesto contra o impasse em torno do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

A manifestação aconteceu no dia que a diretoria da Embrapa se posicionou pela aceitação da proposta do Tribunal Superior do Trabalho (TST), referente à inclusão da cláusula sobre insalubridade na prorrogação parcial do ACT 2016-2017, além das 11 cláusulas propostas e rejeitadas anteriormente pela categoria.

"Eu digo não ao ACT parcial", "Colegas, não nos deixem lutar sozinhos", "ACT na íntegra, já" e "Diretoria, não desampare os empregados, somos todos Embrapa!" e "Maurício, não suprima nossos direitos", foram algumas das frases da mobilização.  

"Foi a maneira que encontramos, neste primeiro momento, de mostrar à diretoria da Embrapa que todos estamos insatisfeitos com essa decisão", explicou José Carlos Baldissera, trabalhador da unidade.

Para Renato Maciel, outro empregado da Informática Agropecuária, “é importante que os colegas de outras unidades se unam, demonstrem sua revolta e tenham uma posição firme contra esse ataque ao nosso ACT. Não podemos tolerar essa agenda de enxugamento da Embrapa".

O ato, apoiado pela Seção Sindical Campinas e Jaguariúna, foi realizado em frente à unidade. A proposta dos empregados que participaram da mobilização é que se mantenha o ACT na íntegra, até o julgamento do dissídio coletivo do CT 2017-2018 pelo TST, assim como tem sido feito em várias empresas públicas federais, segundo a diretoria da Seção Sindical Campinas e Jaguariúna.  

A mobilização continuou nas redes sociais, com as manifestações feitas com a #ACTINTEGRALJÁEMBRAPA.