Descaso da unidade Milho e Sorgo com acervo técnico-científico da Embrapa é denunciado pelos empregados

O acervo geral contém mais de 50 mil publicações, como livros, periódicos, teses e dissertações, entre outros, adquiridos por meio de compra e doação, que são patrimônio da empresa. A devida gestão e preservação desses documentos é de fundamental importância para os processos de conhecimento e aprendizagem organizacional.

Por: Vânia Ferreira | | Notícias gerais

Descaso da unidade Milho e Sorgo com acervo técnico-científico da Embrapa é denunciado pelos empregados

Enquanto o Brasil está voltado para enfrentar a pandemia do Coronavírus, o chefe da Embrapa Milho e Sorgo aproveitou o momento da crise para determinar o fechamento da biblioteca da unidade. Nas principais empresas de pesquisa do mundo o acervo técnico-científico é valorizado e as bibliotecas facilitam a democratização do acesso à informação, mas nesse caso, o chefe-geral caminha na contramão do conhecimento.

O acervo geral contém mais de 50 mil publicações, como livros, periódicos, teses e dissertações, entre outros, adquiridos por meio de compra e doação, que são patrimônio da empresa. A devida gestão e preservação desses documentos é de fundamental importância para os processos de conhecimento e aprendizagem organizacional.

Para a diretoria da Seção Sindical Sete Lagoas, “ a valorização de modismos administrativos não condiz com a história de pesquisa da Embrapa. Em época de cerceamento da liberdade de imprensa, nada mais injusto que limitar também o acesso ao conhecimento”.

A determinação do chefe da unidade tem causado descontentamento nas bibliotecárias e bibliotecários. “Orientamos que o acervo seja mantido no local em que se encontra e que seja dado seguimento ao processo de avaliação, conforme planejamento de modernização das bibliotecas da Embrapa vigente. Além da inadequação técnica dessa tomada de decisão, o período de pandemia não é apropriado para a realização do processo”, denuncia a categoria.

A categoria alerta que encaixotar o acervo e colocá-lo em locais sem a presença do profissional bibliotecário e sem as condições adequadas o expõe a diversos riscos, ambientais, de extravio e perda.

Segundo os empregados, a argumentação do chefe geral para realizar esse desmonte é de que havia contratado uma empresa terceirizada para fazer pequenas reformas na unidade o que incluía também a troca do piso da sala da biblioteca. Contudo, os trabalhadores afirmam que mesmo antes de contratar a empresa terceirizada para a obra, o chefe da unidade já havia determinado que o acervo seria encaixotado.

Conforme a norma vigente da Embrapa, a responsabilidade pelo acervo documental bibliográfico é solidária entre o chefe-geral e o supervisor responsável pela biblioteca. “Com isso, toda e qualquer ação em desconformidade pode implicar penalização também para o empregado que esteja no cargo de supervisor durante essas medidas do chefe-geral. Esperamos que as chefias das unidades repensem suas atitudes, pois não podemos deixar que um acervo tão relevante para a pesquisa agropecuária se perca”, lamentam os bibliotecários.

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