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História

O SINPAF foi fundado em 1989, com o Brasil recém-saído do Regime Militar. A inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas atingiu o índice de 1.700% e a moeda em vigor era o Cruzado Novo. O Brasil se acostumava à Constituição Cidadã e se preparava para eleger seu primeiro presidente por voto direto desde o golpe militar de 1964.

O sindicato foi fundado por um grupo de trabalhadores da Embrapa, com o nome de Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Instituições de Pesquisa Agropecuária e Florestal. O objetivo de seus fundadores era criar uma entidade que representasse os trabalhadores das instituições brasileiras de pesquisa e desenvolvimento agropecuário, que somente com a Constituição de 1988 tiveram direito à organização sindical.

Nos seis primeiros meses de fundação, o SINPAF organizou a primeira grande greve dos trabalhadores da Embrapa por melhoria salarial. Por seus resultados positivos, o sindicato chamou a atenção de outras categorias, como as da área de desenvolvimento agropecuário, fomento e abastecimento. Logo, tornou-se também sindicato dos trabalhadores da Codevasf, distritos de irrigação, Pesagro e Emepa.

Em 2000, o SINPAF lutou para manter a existência da Embrapa e da Codevasf, ameaçadas pela PEC nº 20, do governo FHC, que previa a extinção de empresas públicas dependentes do Tesouro Nacional. Oito anos depois a entidade enfrentava nova ameaça: o projeto de lei complementar 222/08, que autoriza a abertura de capital da Embrapa. Mais uma vez, a atuação do sindicato foi fundamental para a manutenção da Embrapa como empresa pública. A matéria é de autoria do senador Delcídio Amaral e ainda tramita na Câmara, embora contenha vício de origem.

Em 2010, a eleição de uma nova Diretoria Nacional garantiu a continuidade do espírito combativo e formulador que caracterizou o sindicato em seus primeiros anos de existência. “Novas lutas e desafios certamente demandarão outras mobilizações e novas bases tendem a somar-se ao SINPAF. Nesse contexto, novas vitórias serão contabilizadas. Que venham outros 22 anos!”, diz Vicente Almeida, presidente do sindicato.