SINPAF lança campanha solidária para arrecadar alimentos

SINPAF lança campanha solidária para arrecadar alimentos


Nesta sexta-feira (30/4), a Diretoria Nacional do SINPAF lança a Campanha Maio Solidário 2021. O objetivo é mobilizar Seções Sindicais e toda a categoria da base do Sindicato para, no mês de maio, doar e arrecadar alimentos não perecíveis, máscaras, produtos de limpeza e higiene pessoal.

A Diretoria Nacional orienta que,  preferencialmente, os alimentos sejam comprados de agricultores familiares e de movimentos sociais.

Todos os produtos serão doados pela Diretoria Nacional e pelas Seções Sindicais para instituições e/ou comunidades vizinhas que estão em vulnerabilidade social durante esse período de crise de saúde pública, econômica e social no país.

Essa iniciativa começou em 2020, para marcar o mês do trabalhador e da trabalhadora e amenizar um pouco do sofrimento das pessoas vulneráveis. No ano passado, a base do SINPAF desenvolveu várias ações de solidariedade e os números demonstraram a força da mobilização. Foram doados cerca de 12 toneladas de alimentos, mais de 2 mil produtos de limpeza e de higiene pessoal, incluindo álcool gel, 700 luvas de procedimento, 500 máscaras, 276 litros de leite e 60 cobertores.

A meta deste ano é ultrapassar o número de doações do ano passado. A diretora de Políticas Sociais e Cidadania do SINPAF, Márcia Rocha Coelho, convida todas as Seções Sindicais e todos os trabalhadores e trabalhadores para participarem dessa mobilização.

“Os mais vulneráveis precisam da nossa ajuda. O SINPAF não poderia ficar inerte nesse momento, onde a fome foi agravada pela pandemia e por falta de políticas sociais de saúde e de segurança alimentar, que deveriam estar sendo conduzidas pelo governo federal. Esse governo falhou na compra e distribuição de vacinas e em estabelecer um auxílio emergencial em um patamar digno. Isso afetou diretamente a vida de milhões de pessoas e aumentou o número dos que passam fome hoje no Brasil", disse a diretora.

 INSEGURANÇA ALIMENTAR - A fome voltou a crescer no Brasil e a chamada insegurança alimentar disparou nos dois últimos anos.

De acordo com o estudo “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil”, realizado no final de 2020, mais de 125,6 milhões de pessoas não se alimentaram como deveriam ou já tinham algum tipo de incerteza quanto ao acesso à alimentação durante a pandemia de coronavírus.

O estudo mostrou ainda que 59,4% dos domicílios do país apresentaram algum grau de insegurança alimentar entre os meses de agosto e dezembro de 2020.

Do grupo de domicílios que estavam em situação de insegurança alimentar, 31,7% disseram ter insegurança leve, 12,7% disseram ter insegurança moderada e 15% insegurança grave (quando existe falta de comida).

A pesquisa foi realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Universidade de Brasília (UnB), em parceria do Grupo de Pesquisa Alimento para Justiça da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha.

 

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