PCS e os desafios da Pesagro
O presidente da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), Sílvio Galvão, convidou o SINPAF hoje (25) para participar da elaboração do Plano de Cargos e Salários da empresa. Galvão concede uma entrevista ao SINPAF, na qual fala sobre os desafios da Pesagro e sobre como o PCS pode impactar no futuro da empresa. 
Desafios da Pesagro atualmente
A empresa depois de 15 anos de dificuldades orçamentárias passa por um momento de crise existencial. Estamos buscando uma nova identidade para a empresa, mas ela não pode ser feita de cima para baixo. A diretoria não tem que buscar a nova identidade e sim trazer estudos estratégicos que mostram dentro da realidade do estado do Rio de Janeiro o que existe dentro de cultura de subsistência até grandes negócios agropecuários e cruzando essas informações com o perfil do nosso trabalhador. Eu preciso trazer as importâncias econômicas e sociais do Estado para as pessoas que compõem o nosso quadro de pessoal. Em cima disso, fazer uma análise crítica do que temos de falta de qualidade e de quantidade de profissionais que possam resolver os desafios atuais e não modernos. Digo isso porque a empresa nos últimos 20 anos parou no tempo por conta das crises econômicas e financeiras internas.
Ações futuras
Um plano de cargos simples, porém objetivo que efetivamente resgate a condição produtiva e profissional do trabalhador é o primeiro passo. O segundo passo é o concurso público que trará as pessoas que vão desenvolver conjuntamente com as atuais esse trabalho de reestruturação e modernização da empresa. Não adianta eu querer impor as condições que a diretoria julga pertinente. Vai ser um trabalho de construção conjunto com o SINPAF, com os trabalhadores, com um grupo de pesquisadores, levando em consideração as questões do grupo dos funcionários administrativos. Quem é da área administrativa pode ter pós-doutorado que não tem o benefício da titularidade. Isso gera a estagnação, pois a maioria dos nossos funcionários está perto dos 60 anos e não possuem estímulo para criar novos desafios. Infelizmente temos pouco estímulo e queremos resgatar isso.
Importância do PCS
Em primeiro lugar, queremos resgatar a valorização da atividade fim da Pesagro que é a pesquisa agropecuária. Em segundo lugar, organizar os salários atuais em função da realidade do mercado e dar efetivamente uma valorização maior a quem está muito defasado. A terceira questão é a valorização por resultados. Hoje queremos que o funcionário participe dos lucros e resultados obtidos, que pode ser a partir de um percentual ou em relação a metas alcançadas. Assim, o próprio funcionário da Pesagro vai querer ela produzindo. Esses são os pontos principais para inovar a política salarial da Pesagro. É um desafio para a empresa, para os trabalhadores e para o governo viabilizar isso.
ACT e dissídio
A discussão do acordo coletivo de trabalho e do dissídio saiu da diretoria e hoje está dentro do gabinete do governador. A gente conseguiu constatar alguns problemas que a empresa tem. As perdas salariais de 2001para cá não foram repostas. E há uma decisão do governo de não apenas repor, mas de valorizar o trabalho. Hoje, o dissídio coletivo não diz respeito à diretoria, ele está tramitando no meio jurídico. Mas, no acordo coletivo de trabalho é algo que passa como consequência do novo PCS. A gente tem uma determinação da CEPLAG que através da nova discussão do PCS a gente possa repor todas as perdas salariais reivindicadas e negociadas pelo SINPAF e celebrando um novo acordo coletivo de trabalho. É um compromisso meu, como presidente, de estar urgentemente compondo acordos coletivos de trabalho, não só em causas econômicos e sociais.


