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Embrapa e SINPAF anunciam negociação do PCE

Em reunião com o presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, nesta sexta-feira (23), o SINPAF assegurou a instalação de uma mesa para discutir as dúvidas e as alterações anunciadas no Plano de Cargos e Salários (PCE). O objetivo é listar as principais solicitações de alteração no PCE, com ajustes propostos pelos trabalhadores, e apresentá-los à direção da empresa o mais rápido possível.

Os trabalhos começam a partir da próxima semana, com reuniões bilaterais entre representantes da categoria e o Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) da Embrapa. A medida foi anunciada após comitiva do SINPAF protocolar documento chamando a atenção para quatro pontos do PCE, alterados em setembro: interstício salarial, supressão de referências, pecúnia dos trabalhadores da Amazônia Legal e situação dos assistentes.

“Levantamos os aspectos que a categoria, no geral, considera os mais problemáticos, que necessitam de mais esclarecimento ou até revisão”, explicou Vicente Almeida, presidente do SINPAF. A diretoria nacional do sindicato recebeu contribuições de quase todas as Seções Sindicais para construir um entendimento preliminar sobre as mudanças no PCE.

Ao receber o documento, Maurício Lopes agradeceu o esforço de sistematização das preocupações dos trabalhadores da Embrapa. “O ajuste que foi feito no PCE é apenas um rito de passagem para um novo Plano de Cargos, que vai se ajustar à nova realidade da Embrapa. Esse processo será construído a partir do ano que vem”, garantiu o presidente da estatal, ao admitir que a empresa pretende discutir a implantação de um novo PCE em 2013 e  pedir ao SINPAF que pudesse contribuir com o avanço da transição para a atual proposta, aprovada pelo Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (DEST), unidade vinculada ao Ministério do Planejamento.

Prazo de adesão

Maurício Lopes não sinalizou se haverá prorrogação do prazo de adesão ao PCE, que termina dia 31 de dezembro. A ideia é que, até lá, SINPAF e DGP tenham corrigido e dirimido as principais questões sobre o plano. Não estão descartadas mudanças em pontos considerados problemáticos pelo SINPAF. “Os pontos que poderão ser ajustados internamente pela empresa serão levados em consideração”, afirmou Lopes, acrescentando que os aspectos que dependam do governo federal, por outro lado, não deverão sofrer mais alteração.

Para o SINPAF, houve mudança de postura da direção da empresa. “Antes, o DGP fazia perguntas e respostas para tratar do PCE, sem ouvir o sindicato. Agora, abriram um importante espaço de diálogo e negociação”, avaliou Vicente Almeida, creditando isso à postura do novo presidente da Embrapa.

Segundo o dirigente, se até o dia 30 de novembro não houver clara sinalização de avanços entre DGP e a categoria sobre alterações no PCE, serão tomadas medidas para prorrogar o prazo para 2013 e fazer os ajustes necessários a proposta anunciada.

Por isso, a Direção do SINPAF recomenda cautela e que os trabalhadores aguardem o resultado das reuniões para tomar a decisão se assinam ou não a transposição para o PCE ajustado.

“Sabemos que o PCE é um ato discricionário da administração da Embrapa, mas não deixaremos de lutar pelo que achamos justo e coerente para os trabalhadores e para melhoria do ambiente de trabalho”, afirma Vicente.

Confira os principais pontos do PCE questionados de forma preliminar pelo SINPAF:

1)    Interstício: antes do ajuste, a tabela salarial tinha um interstício regressivo de 3,35%, no início, diminuindo para 1% ao final da carreira, fator que gerava uma progressiva desvalorização do valor social do trabalhado. A empresa anunciou a volta do interstício linear, sem variação ao longo das referências, mas com valor de 3%, índice considerado insuficiente, tendo em vista a perda de 0,35% em relação ao valor anterior.

2)    Supressão de referências: o SINPAF entende que a conquistas de referências por parte do trabalhador faz parte da sua promoção funcional. A supressão de referências de forma unilateral, como propõe o ajuste no PCE, consiste numa “violência administrativa” que depõe contra o histórico funcional dos empregados da empresa. O sindicato pede o fim da supressão de referência que modifique o histórico funcional do empregado e defende o mínimo de 10 referências para a progressão funcional dos trabalhadores, como forma de não prejudicar quem está no topo da tabela.

3)    Pecúnia dos trabalhadores da Amazônia Legal: para o SINPAF, os trabalhadores da Amazônia Legal fazem jus ao recebimento de 25% sobre o salário pago mensalmente, como prevê o ajuste, mas que independa do tempo de instalação da empresa, uma vez que a região ainda possui particularidades que a colocam como área de menor índice de desenvolvimento econômico, com alto custo de vida, precariedade no fornecimento de equipamentos públicos, saneamento básico, água potável, saúde, educação, lazer, cultura, etc. Vincular a percepção do adicional sobre o salário ao tempo de instalação da unidade, em cinco anos, pode produzir o efeito inverso decorrido o prazo, com evasão em massa de trabalhadores. O SINPAF defende, ainda, a extensão do adicional a todos os trabalhadores que executam atividades permanentes na Amazônia Legal, independentemente da unidade de lotação ou do tempo de instalação da unidade.

4)    Assistentes: O SINPAF se posiciona a favor do reconhecimento da escolaridade dos assistentes, com a criação do adicional de escolaridade, conforme proposta no ACT 2012-2013. O ajuste no PCE, além de não ter previsto esse direito, criou uma nova carreira, a de técnico de nível médio, dificultando a possibilidade de progressão linear dos assistentes C e B que possuem qualificação técnica além da mínima exigida para o cargo. O sindicato também pede mais esclarecimento sobre a transposição dos assistentes A para o cargo de técnico A. As cobranças têm a ver com a necessidade histórica de uma política de gestão de pessoas que garanta o mesmo peso e a mesma valorização da qualificação profissional que é dada para pesquisador e analista, como o adicional titularidade.

Pelo SINPAF, Participaram da reunião desta sexta, na sede da Embrapa, em Brasília, o presidente Vicente Almeida; o diretor de Formação Sindical Vanderlei Silva; o diretor de Relações Institucionais, Luiz Soares; o presidente da Seção Sindical Cruz das Almas (BA), Orlando Oliveira Silva; e o presidente da Seção Sindical Embrapa Cerrados, Lucas Santana. Pela empresa, além do presidente Maurício Lopes, acompanharam a audiência a chefe da Secretaria de Comunicação, Gilceana Galerani; o chefe de gabinete, Gerson Barreto; e o assessor jurídico, Marcelo Henrique dos Santos Soares.

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24 Comentários

  1. Marcio disse:

    Ao sindicato: Em primeiro lugar a tabela salarial antiga não inicia com 3,35% e vai caindo. Ela tem um aumento de exatamente 3% da 1ª para a 2ª referência e vai caindo.

    Para os colegas que desejam adicional de titularidade: Claro que eu entendo que todos querem ter reconhecimento pelas conquistas acadêmica obtidas, mas lembremos que o cargo de Assistente exige apenas o ensino médio, se você começou com o nível fundamental e hoje tem graduação, parabéns, é uma grande conquista. Mas devemos lembrar que o cargo para o qual vc fez concurso é de no máximo nível médio.

    Apenas como exemplo:

    Se você contrata alguém para trocar um cano de sua pia (não desvalorizando este serviço), você estará disposto a pagar 300 reais a ele porque ele lhe mostrou que tem nível superior e por isso cobra mais caro para trocar o cano ou você vai procurar alguém q sabe trocar o cano como ele e tem “só” o ensino médio e cobra 50 reais?

    É uma questão de bom senso. Se a função que você desempenha não exige graduação ou pós (e isto está colocado nas atribuições de cada cargo), não acredito que a empresa venha a querer pagar um adicional de titularidade por isso.

    Sou totalmente a favor da valorização dos funcionários, mas precisamos analisar tudo com bom senso.

  2. Paulo Lasso disse:

    O interstício linear de 3% foi um bom avanço do novo PCE, mas ele traz um grave problema que poucos perceberam. No momento das promoções, com esta regra absurda de ter que dar 3 referências para 10% de cada agrupamento (isto é, 9,27% de reajuste) sobrará pouco recurso dos minguados 1% da folha, que são destinados para premiação e promoção, para promover os outros colegas do agrupamento. Como os que recebem 3 referências geralmente são sempre os mesmos, em pouco tempo será criado um abismo entre os que estão com o “sério problema” de estar novamente na última referência da escala e desmotivados porque não tem mais horizonte na carreira e, do outro lado do abismo, aqueles que não vêem a menor possibilidade de chegarem perto do fim da escala pois, quando recebem referência, recebem penas uma. Este também ficarão desmotivados pela falta de perspectiva de crescimento e por não verem seus esforços reconhecidos. Este é um problema de relativa fácil solução interna que não depende de autorização de DEST: basta retirar esta regra absurda de ter que dar 3 letras para 10% do agrupamento e fazer como era antes: atribuir 1 referência pra cada um, iniciando pelo primeiro do ranking até o final e retornando-se ao primeiro e assim por diante. Dessa forma, todos tem chances reais de crescer na carreira. O processo de promoção não deve ser utilizado para premiar apenas os primeiros do ranking, os destaques. Para isso, já existe o processo de premiação instituído.

  3. Jussara (Embrapa Cerrados) disse:

    Gostei, informação em tempo hábil, precisa e completa. É disso que precisamos, SINPAF: negociação, discussão e informação.

  4. MARLON CORRÊA disse:

    O Sinpaf deveria fazer uma camiseta com este lema e distribuir para TODOS usarem, JÁ!

  5. MARLON CORRÊA disse:

    TITULARIDADE…..PARA…..TODOS….JÁ!

  6. MARCELLO disse:

    Vicente/SINPAF,

    Façam alguma coisa, chegou a hora da Titularidade beneficiar a todos os nossos companheiros. Vamos fazer movimentos pela “TITULARIDADE PARA TODOS”.

    CHEGOU A HORA… VAMOS A LUTA! O que estamos esperando, se não for agora, que seja no ACT 2012/2013. Façam estudos, levantamentos e movimentos.

    Mais ação, mais ação…não pode parar.

  7. JOSE ACIOLY disse:

    o Prezados acho que já seria de grande valia, se conseguir que a Embrapa reconsidere os seguintes pontos:
    1 – Que a Embrapa adotasse a transposição de referências horizontalmente, ou seja quem estivesse na ref. 20, passasse para a ref. 20 da nova tabela, para que o empregado mantivesse as suas conquistas obtidas ao longo de sua carreira na Empresa;
    2 – Que a tabela salarial dos assistentes A, fosse igual a tabela dos técnicos B, pois existe semelhança no exercício das funções, o que ainda pode ocasionar ações de equiparação salarial, OU QUE PELO MENOS AUMENTE EM R$ 500,00, NA REFERÊNCIA INICIAL NA TABELA DO ASSIST. A.
    3 – Que a Embrapa adotasse o adicional de titularidade, ou algo semelhante para os assistentes que possuem graduação;
    4 – Manter a folga de pagamento de 1/2 dia, para todas as unidades, como sempre foi desde a criação da Embrapa.
    Só complementando, as diferenças entre as referencias iniciais de cada um dos grupos:
    da inicial do Pesquisador B para A = R$ 1.221,6
    da inicial de Analista A para B = R$ 1.053,00
    da inicial do Técnico A para B = R$ 530,00
    da inicial de Assistente B para A = R$ 330,00
    da inicial de Assistente C para B = R$ 820,00
    Estas diferenças deveriam ser no mínimo de R$ 1.000,00 para nas inicias de todos os cargos, para que houvesse uma equivalência justa, pois no que se refere aos Assistentes B, eles tomaram mais uma rasteira da diretoria da Embrapa.

  8. CLEIDE disse:

    Agora sim; este é o SINDICATO DE QUE PRECISAMOS: NEGOCIADOR DINÂMICO E COM POSTAGEM RÁPIDA PARA OS FILIADOS. PARABÉNS!

  9. assistente c embrapa cerrados disse:

    reconhecimento de escolaridade pra assitentes já!! vamos lançar uma campanha nacional!! nos embrapianos temos que nos unir!! principalmente nos assistentes que somos a maioria! se os analistas e pesquisadores nao quizerem aderir esta paralisação com nós, paramos só nós mesmos!!!!! pois sempre fomso a grande maioria nas paralisaçoes mesmo. somente nos temos os salários mais defasados da empresa mesmo. Vamos parar!! dai quero ver se n verão nossa importancia pra empresa!!!

  10. Adão disse:

    Parabéns de novo Vicente ! Postei aqui, “velocidade na informação”, pronto, recebi pra ontem mesmo, muito veloz, espero que todos tenham tido a velocidade que senti, recebendo antes do todos.com. Estou na LUTA PELA TITULARIDADE JÁ, desencadeada pelos companheiros… e incorporar um reconhecimento melhor a quem tem curso superior, pós, mestrado etc…do que uma letrinha, babuja que não reconhece NADA, dá nojo…

  11. Marcos Ferreira disse:

    “Instalação de uma mesa para “discutir” as dúvidas e as alterações…” Como sempre o SINPAF lento e moroso em suas ações. O PCE já esta instalado! As discussões já deveriam ter ocorrido há meses atras! O que vai ser discutido agora? Ou vocês acreditam que a Embrapa vai alterar algum item do PCE? O SINPAF precisa ser mais proativo e buscar se inserir nas discussões em sua origem e não depois que tudo já esta definido. ACORDA SINPAF!

  12. Ivane disse:

    Parabéns SINPAF e sucesso nas negociações. Realemnte precisamos de esclarecimento sobre a transposição do assistentes A para o cargo de técnico A. Assim como nós, muitos outros colegas assistentes com graduação, pós, sendo desqualificados por não termos curso técnico! E direitos iguais “Titularidade para todos”.

  13. Carlos disse:

    A mensagem do Presidente da Embrapa no Todos é diferente da mensagem do Vicente: 1) não haverá prorrogação no prazo para assinatura da adesão ao PCE e 2) que não vê mais condições para mudanças no formato atual. Tá querendo enganar a quem VICENTE? Quer prejudicar ainda mais os trabalhadores, orientando pela não adesão?

  14. José Tadeu de Souza Marinho disse:

    Companheiros,
    Durante o processo de negociação do ACT 2012/13, percebeu-se uma grande busca por informações a cerca dos tramites da negociação, até compreensível sob o ponto de vista do tempo que a Embrapa nos enrolou(fevereiro a novembro),reuniões, assembléias, manifestos, paralizações, informações, contra informações por parte da Embrapa e etc. Que lições podemos tirar? Onde erramos? No que falhamos? O que acertamos? O que podemos fazer? Dentre outras interrogações???? Digo isto, por que baixada a poeira deste ACT acordado, já iniciamos o próximo ACT e com discussão também do PCE em vias de implantação, sugiro a toda a categoria que neste ambiente de discussão e com este breve intervalo que temos, recarreguemos nossas forças que “o ano e a luta dos trabalhadores são bem semelhantes,iniciam e encerram dia após dia pra sempre”. SINPAF NA LUTA SEMPRE!

  15. ironei disse:

    TITULARIDADE PARA TODOS, vamos criar essa Campanha Nacional na EMBRAPA.

    Paguem assim a titularidade:

    2,5 % Esino Médio;

    5 % Graduação;

    10 % Pós-Graduação;

    20 % Mestrado;

    40 % Doutorado.

    TITULARIDADE PARA TODOS!!!!
    vamos a luta SINPAF,

    • André Luis Brassolatti disse:

      Marinho,

      Talvez fosse interessante criar um nível entre “ensino médio” e “graduação” que seria ” ensino técnico” com um valor intermediário.

      Abraço

      André

  16. Damaris Alencar disse:

    Não ás perdas de referências!!!! Titularidade para todos como acontece com qualquer instituto de Pesquisa!!! A luta não pára!!!

  17. MARCELLO disse:

    Eu não quero virar Técnico B, A, D ou Z.

    O que quero é ser reconhecido pelo o que eu estudei e pelo valor que minha qualificação agrega ao serviço que desempenho.

    QUERO PODER ESTUDAR E SABER VOU SER RECONHECIDO…SÓ ISSO.

    TITULARIDADE PARA TODOS!!!!!

  18. MARCELLO disse:

    Continuem assim! Isso é SINPAF, na luta!

    Levem um estudo sobre instituições públicas que reconheçam a qualificação dos seus empregados de nível médio.

    É RIDÍCULO…e um retrocesso eu ter que fazer um curso técnico para ser reconhecido, se eu ja tenho pós-graduação e estou pelitiando fazer um mestrado

    Chega de segregação em nossa EMBRAPA.

    TITULARIDADE PARA TODOS!!!!!

  19. Jacir disse:

    aleluia,
    finalmente ….
    espero que agora a discussão seja conduzida diretamente pelo presidente da Embrapa e não exclusivamente pelos seus “assessores”, que valha-me Deus, pensam ainda como se pensava a 15 anos atrás ou seja,quando se falava que uma empresa tinha chefes, atualmente precisamos de líderes que aceitem discutir as questões e evitem o canetaço puro. Nós precisamos de lideranças que acreditem na Embrapa participativa e não em uma empresa onde aqueles que podem falar são os detentores de cargos mais altos. É impressionante como não se percebe que a falta de diálogo leva-nos ao próprio colapso.

  20. MARCELLO disse:

    TITULARIDADE PARA TODOS, vamos criar essa Campanha Nacional na EMBRAPA.

    Paguem assim a titularidade:

    2,5 % Esino Médio;

    5 % Graduação;

    10 % Pós-Graduação;

    20 % Mestrado;

    40 % Doutorado.

    TITULARIDADE PARA TODOS!!!!

  21. Adão Noguês / Pelotas RS disse:

    Parabéns, mais uma vez à Diretoria do Sinpaf. Peço por favor, agilizem um mecanismo(de TI por exemplo) de em poucos minutos “todos os colaboradores” da EMBRAPA ficarem sabendo das notícias veiculadas no site e ou de interesse da classe, rápido, enchuto e direto, para que “todos” tenham acesso às informações fundamentais pao entendimento dos companheiros. Pra Ontem…

  22. Alvaro disse:

    Finalmente !!!!!
    Parabéns ao Sindicato !
    Eu ha tempos venho protestanto contra o sindicato, mas verdade seja dita, desta vez o sindicato fez o certo: chamou a empresa para negociar e irá faze-lo de forma ordeira sem arrobos.
    É isso que se espera do sindicato: negociar, atender os anceios dos trabalhadores e informar de forma rápida !
    Novamente, parabéns pela atitude e boa sorte nas negociações !