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Saúde do trabalhador: principal desafio de 2012 será implantar agenda construída no I seminário

A principal meta da diretoria de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente do SINPAF, para 2012, é implantar a agenda construída no I Seminário Nacional de Saúde do Trabalhador da Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, realizado no início de novembro, com a participação de cerca de 100 pessoas, entre filiados e dirigentes sindicais.

Entre os pontos principais da agenda, de responsabilidade da Diretoria Nacional, estão a articulação com a CUT e outras entidades para a criação de uma norma regulamentadora condizente com as atividades desenvolvidas pela categoria, convênio com a Fiocruz para a formação em saúde do trabalhador, elaboração de lista de exames médicos específicos para cada atividade laboral e a solicitação da análise dos equipamentos de proteção individual (EPI) ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Já as seções sindicais serão responsáveis por atividades como aplicação de questionários junto aos trabalhadores sobre suas condições de trabalho, incluindo a qualidade dos equipamentos de proteção individual e coletivo, mobiliário e outros equipamentos, para a elaboração de relatórios que devem ser enviados à Diretoria Nacional, e o acompanhamento do cumprimento do ACT no que se refere à saúde do trabalhador.

O tema também deverá fazer parte da pauta das plenárias regionais e Nacional do SINPAF, que acontecerão em março. Outro encaminhamento é a realização do II Seminário Nacional de Saúde do Trabalhador de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, que será realizado no segundo semestre. “Nossa expectativa é de que esse segundo seminário nos possibilite a sistematização de um conhecimento maior sobre as nossas condições de trabalho e as iniciativas das seções sindicais no sentido de resolver os problemas surgidos nos locais de trabalho”.

“A agenda para a ação sindical em saúde do trabalhador deve ser considerada como uma diretriz para as ações sindicais e pode sofrer alterações em função da realidade local à medida que for implantada e/ou implementada”, observa Mirane Costa, diretora de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente do SINPAF.

Mirane afirma que a meta do sindicato é ver a categoria mais sensível às questões relativas à saúde do trabalhdaor, a partir de seu próprio ponto de vista, e não a partir da visão patronal, que as trata como qualidade de vida no trabalho, clima organizacional etc. “Pesquisas feitas pelas próprias empresas demonstram resultados nem sempre positivos, principalmente nas relações de trabalho, o que dirá das condições materiais”, observa.

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