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Embrapa empurra negociação do ACT para dissídio

A Embrapa divulgou comunicado na manhã desta terça (10) em que se posiciona de maneira inflexível em relação à retomada das negociações do ACT 2012-2013. No informe, a empresa afirma que “considerando que não há fatores novos que respaldem mudanças na proposta da Embrapa, a Diretoria-Executiva entende que não se justifica a reabertura das negociações conforme solicitado pelo SINPAF”, e que aguardará a tramitação processual do dissídio coletivo junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Após a decisão de rejeição da categoria à proposta da Embrapa para o ACT 2012-2013, o SINPAF oficializou, na manhã da última sexta-feira (6/7), o requerimento de reabertura do processo de negociação, e ajuizou, no final da tarde do mesmo dia, o dissídio coletivo em caráter protocolar para garantir a retroatividade do pagamento dos direitos e benefícios salariais.

“Tendo em vista que aquele era o último dia do prazo para ajuizamento do dissídio – segundo o que dispõe o artigo 616 da CLT e o Regimento Interno do TST -, a medida visava garantir o cumprimento do prazo para que a sentença normativa (ACT decidido pelo TST) seja retroativa à data-base, o que de maneira alguma significava a consolidação do dissídio. Ao não retomar o diálogo com a categoria, foi a empresa quem levou ao ajuizamento, efetivamente”, explica Licia Paiva, advogada do SINPAF.

Ela lembra, ainda, que a vigência do ACT 2011/2012 encerrou-se em 6/7, e não em 29/6 (como disse a empresa em sua nota). “A prorrogação foi feita em reunião de negociação coletiva e assinada pelas partes”, completa.

“Lamentamos profundamente a postura inconsequente da diretoria da Embrapa e repudiamos veementemente as ameaças e constrangimentos impostos aos trabalhadores como forma de pressioná-los a aceitarem sua proposta e a não reconhecer o seu direito à greve”, afirma Vicente Almeida, presidente do SINPAF.

“A Direção Nacional tomará todas as medidas cabíveis à situação imposta pela arrogância desmedida da Embrapa e orienta a categoria a manter o estado de mobilização”, conclui Vicente.

Resistência e união

O SINPAF integra, a partir desta terça, a Comissão Nacional dos Servidores Públicos da Administração Direta e Indireta criada no 11º Congresso da CUT (CONCUT), que já deliberou pela realização de um acampamento nacional em frente ao Palácio do Planalto a partir do dia 16/7. A atividade tem como objetivo intensificar a luta dos trabalhadores no processo de resistência na defesa de seus interesses e de suas instituições públicas.

A Comissão também encaminhará ao Congresso Nacional uma moção de apoio aos trabalhadores e de repúdio contra os dias descontados dos trabalhadores em greve.

Em Brasília, o SINPAF e SINDSEP-DF farão um ato conjunto em frente ao Palácio do Planalto, dia 12/7 (quinta-feira), às 14h.

 

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14 Comentários

  1. Aldo disse:

    Regredimos nas conquistas trabalhistas anos, na gestão décadas e na ciência século. Perdemos todos, nação, povo, empregados, pesquisa… Esta Vania Castiglioni (aumentativo de castigo) deve ser neta de Mussolini e este Pedro Arraes Pereira deve ser uma das bestas do apocalipse embrapiano. Cruz credo!!! é o fim dos tempos!!!

  2. Adolfo disse:

    Estas medidas são fruto do encontro da tirania com a incompetência (Vania, Pedro e Vicente), só pode dá merda!!!!

    • Adolfo disse:

      Equeci da COVARDIA da Vania Castiglioni, que não foi valente e corajosa para rebaixar a titularidade dos níveis superiores/pesquisadores. Eta, covardia tamanha!!!!

  3. Anna Thaís disse:

    Estamos todos com muitas dúvidas a respeito do que nos aguarda. A sensação é que a maioria dos funcionários está perdida em meio ao que está acontecendo. São muitas informações desencontradas, algumas vem pela Embrapa, outras pelo Sindicato. Ninguem sabe ao certo o que vai acontecer agora, que estamos amparados apenas pela CLT. Vão retirar nossos benefícios enquanto o TST não julgar nosso acordo? Como fica o auxilio creche? O nosso vale alimentação? A insalubridade? Os adicionais de titularidade? Ninguem fala abertamente sobre isso. São só dúvidas e suposições… Apesar do alto índice de rejeição da proposta por parte dos funcionários que assim escolheram, inclusive eu, paira uma certa desconfiança de estarmos apenas sendo usados como marionetes por ambos lados. Ainda não consigo afirmar se a classe optou corretamente, uma vez que estamos sendo bodes expiatórios de um guerra entre presidentes SINPAF / EMBRAPA.

  4. Colaborador disse:

    Um absurdo o que a Diretoria da Embrapa está fazendo. Não mantendo nem as cláusulas dos ACTs anteriores. Essa diretoria não tem compromisso com a Embrapa e seus trabalhadores. FORA PEDRO ARRAES E VANIA…

  5. Edmilson disse:

    O sindicato tem que pedir a relação dos trabalhadores que tiveram o seu ponto cortado, para certificar-se que esteja incluido os pesquisadores que por alguma regra tenha trabalhado em casa ou esta prestando serviços externos!!!!!!!!!!kkkkkkkkk!!!!!!!!!

  6. Jose Mauricio disse:

    Já tive muito orgulho dessa empresa. Estou tentando separar ela de quem ESTÁ Diretor/Chefe. ESTÁ.

  7. Jose Mauricio disse:

    Com todos os colegas que conversei, o sentimento é o mesmo – desânimo, aniquilação de direitos. Nunca uma prévia de contracheque foi disponibilizada tão cedo. Me sinto humilhado, tratado como criança rebelde, sem chance de diálogo. Aliás, o que vimos foi um monólogo nas “negociações”. Ninguem sabe como vai terminar, so sabemos de uma coisa – o clima organizacional não é preocupação da Diretoria.

  8. JORGE disse:

    FORA PEDRO ARRAES E VANIA!!!!!

  9. Mauro Capeloni disse:

    Mais um pacote de maudades da diretoria. A Embrapa retirou o direito de solicitar ferias parceladas. Tenho minhas férias marcadas para dia 20/08 e iria gozar somente 10 dias. Estas foram auteradas unilateralmente para o período completo sem minha anuência. Acontece que tenho um curso marcado na sede com início no dia 02/09, ou seja durante as minhas férias.
    Tenho direito a ter férias depois de um ano trabalhado e depois desse período tenho direito a férias. Acontece que quando eu solicitei minhas férias eu tinha direito a tirá-las parcelado. O direito por primissa só retreoage para benefíciar o prejudicado e este é um caso clássico.
    A Embrapa pode até não aceitar o ACT antigo, mas não pode mudar unilateralmente o que ja foi solicitado.

  10. Empregado disse:

    Significa que a Embrapa de fato autorizou o desconto dos dias de paralização e isso?
    o engraçado e que ninguem tem certeza de nada mas so comentários!

  11. Lourenço disse:

    Sugiro ao SINPAF Nacional aparelhar as seções sindicais com telões e antenas para realização de suas videoconferências e melhor integração das Seções Sindicais em tempo real por ocasião das assembleias.
    Evita-se com isso ter que mendigar espaço à Embrapa. Além do que facilitaria o alinhamento das seções sindicais com a Diretoria Nacional, pois as Assembleias seriam realizadas num mesmo dia e horário com a possibilidade de um aumento significativo de quórum.

  12. Paulo disse:

    Alguém podia resgatar quantas vezes necessitou ir para dissídio, será que precisa uma Empresa que a menina do olhos de qualquer governo. Vamos entrar em ACORDO JUSTO…..

  13. João Maria disse:

    Prezados colegas, aqui no CNPH o ponto dos companheiros que aderiram ao movimento grevista já foi cortado. No contracheque da intranet já está lá o corte. É lamentável que uma empresa pública do porte da Embrapa seja gerida por pessoas incompetentes como esses diretores que não tiveram sequer o prestigio de conseguir junto ao governo, que também é comandado por outra incompetente e arrogante, o mínimo de valorização para seus empregados.
    Essa postura arrogante da direção da Embrapa só vai culminar numa coisa: desestimulo dos funcionários e ao mesmo tempo estimular aqueles que não condizem com os desmandos dessa direção incompetente para fazer outros concursos ou até mesmo ir para a iniciativa privada que paga muito melhor e valoriza mais os seus empregados.
    Esses dias descontados já eram. Só vamos ficar no prejuízo. Será que o SINDICATO vai fazer alguma coisa para proteger os empregados. Só o tempo dirá.
    Estou completamente decepcionado com a Embrapa da realidade. A Embrapa da mídia continua linda.