Entrevista: Vicente Almeida fala sobre a negociação da revisão do PCE
Nessa entrevista, Vicente Almeida, presidente do SINPAF, explica as limitações da comissão paritária e afirma que o mais importante deve ser a busca de remuneração justa e adequada às responsabilidades dos trabalhadores da Embrapa.
Há cerca de um mês foi iniciado o processo de formulação de uma proposta de revisão do Plano de Carreiras da Embrapa (PCE), cuja responsabilidade é da comissão paritária estabelecida no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2011-2012. A expectativa do presidente do SINPAF, Vicente Almeida, é de que o trabalho seja concluído até meados de dezembro.
Somente a partir daí é que a empresa e o sindicato poderão buscar aprovação do Conselho de Administração da Embrapa e dos ministérios da Agricultura e do Planejamento para implantar os avanços propostos.
Nessa entrevista, Vicente explica as limitações da comissão – inclusive o resguardo na divulgação do processo, e afirma, entre outras coisas, que o mais importante deve ser a busca de uma remuneração justa e adequada às responsabilidades impostas aos trabalhadores da estatal, estratégica para a atuação do governo, tanto dentro como fora do país. Acompanhe.
Que nível de autonomia tem a comissão paritária de negociação do PCE? Ela se assemelha a uma comissão de negociação de acordo coletivo?
Essa é uma boa questão. É importante para a base entender a diferença entre elas. Uma comissão de negociação de acordo coletivo tem plenos poderes para firmar as mudanças necessárias que regulam a relação entre capital e trabalho dentro da empresa. Já essa comissão paritária formada para revisar o PCE, mesmo sendo consequência do acordo coletivo, não tem a mesma natureza. Ela não pode definir, ali mesmo na mesa de negociação, o que será ou não alterado. É uma comissão preliminar que filtra, a partir de critérios técnicos, as possibilidades de avanços. Somente a partir desse filtro as informações deverão constituir pontos para a tomada de decisões tanto da diretoria do sindicato quanto da Embrapa, que ainda buscarão negociar com setores do governo, principalmente aqueles vinculados aos ministérios do Planejamento e da Agricultura. Daí a necessidade de haver um certo resguardo e cautela na disseminação de informações ou de boatos e conjecturas nesse momento inicial, que podem, de certa forma, dificultar o diálogo e “matar no ninho” uma proposta que ainda não está bem formatada mas que poderá resultar em avanços significativos para os trabalhadores. Para nós, a garantia de discutir essa reformulação com a empresa é uma conquista inédita e histórica.
E porque se dá essa diferença de autonomia entre essas comissões?
Primeiro, porque há todo um arcabouço legal para a negociação de um acordo coletivo que estabelece que ele só pode ser feito por meio de negociação com a entidade representativa da categoria, inclusive o direito de recorrer à Justiça do Trabalho para firmar dissídio coletivo quando não há acordo. Já um processo como esse, de revitalização e reformulação do PCE, é uma negociação livre, na qual prevalece o poder de argumentação e articulação, além de uma conveniência técnica e política das propostas levantadas.
Ou seja, a comissão paritária não tem poder para formalizar, legalmente, as alterações discutidas?
Isso mesmo, porque a proposta que resultar desse diálogo na comissão paritária ainda é um anteprojeto, que deve ser considerada preliminar, tanto pelo conjunto dos trabalhadores como pela direção da empresa. Muitas coisas negociadas no acordo coletivo não dependem de autorização do governo, mas das possibilidades da própria empresa e da capacidade de argumentação da comissão. É importante compreender essa diferença para dar o resguardo necessário ao desenvolvimento de um trabalho técnico que deve avançar o máximo possível dentro dos parâmetros que vieram da base e da própria empresa, para a partir daí negociarmos com o governo a implantação efetiva de conquistas a partir desse projeto.
Essa proposta construída na comissão paritária será apresentada aos trabalhadores? Eles poderão deliberar sobre ela?
Sim. Daremos conhecimento dela aos trabalhadores, mas não haverá deliberação de aspectos isolados, e sim de todo seu conjunto.
Há uma expectativa de quando essa proposta será encaminhada à base?
Só poderemos apresentá-la quando ela se tornar concreta. Antes disso não podemos divulgar expectativas que possam prejudicar a construção. Temos a expectativa de findar os trabalhados da comissão paritária no máximo na primeira quinzena de dezembro, para que possamos iniciar a articulação com o governo e ver o nosso PCE revitalizado e reformado de modo a atender aos interesses da categoria. Esse é o cuidado, o anseio, o zelo e a expectativa que temos como trabalhadores da Embrapa e como dirigentes sindicais.
E quais são os principais objetivos dessa revisão?
Corrigir distorções graves. Por exemplo, não podemos ter trabalhadores desenvolvendo atividades na Amazônia Legal sem pecúnia. Hoje, uns recebem e outros não. É o mesmo caso do anuênio, que apenas uns recebem, enquanto os demais recebem quinquênio; e da licença-prêmio. Precisamos de uma equalização salarial entre todas as categorias dentro da empresa. Permitir que os assistentes, por exemplo, possam ascender na sua carreira de forma gradual. Isso tudo compõe o eixo da valorização que a nossa categoria espera e merece. Portanto, essa revisão é a chance de avançarmos em pontos que não evoluíram durante a negociação do ACT 2011-2012. E são importantes para que possamos melhorar nossa produtividade com respeito e dignidade.
Como se deu o processo de construção da proposta que o sindicato levou à empresa?
Logo após o encerramento do acordo coletivo convidamos os presidentes das seções sindicais para uma reunião aqui em Brasília, para avaliar o processo de discussão ocorrido e também para discutir uma proposta de metodologia para sistematização de uma proposta a ser entregue à Embrapa de revisão do PCE. Essa reunião aconteceu nos dias 4 e 5 de agosto. Definimos uma metodologia que permitisse a maior participação possível da base na construção dessa sistematização, com a realização de assembleias para que os trabalhadores elegessem seus representantes, cuja responsabilidade foi a de sistematizar suas sugestões de revitalização do nosso PCE. Essas proposições foram enviadas para a Diretoria Nacional, que as sistematizou para formatar a proposta entregue à Embrapa no início das negociações. Mas é importante alertar que antes disso, desde outubro de 2010, para ser mais preciso, a Diretoria Nacional deliberou pela criação de um grupo de trabalho para cuidar do assunto. Desde então, esse grupo vem recebendo proposições da categoria para elaboração da nossa proposta. E eu não posso deixar de destacar essa participação maciça de toda a base na construção desse processo de sistematização, no qual também contamos com o apoio do Dieese [Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos]. Encerramos, agora, a primeira etapa, que foi a entrega desse material para a Embrapa e para as seções sindicais, para que a apresentem aos trabalhadores.
E como foi o recebimento dessa proposta pela base?
De uma forma geral foi muito bem aceita por todos os grupos funcionais. Isso porque o documento reflete, de fato, os anseios da categoria, e consegue expor diversos ajustes que são necessários, inclusive conceituais, além de abraçar as principais bandeiras em que precisamos avançar, como isonomia, progressão dos assistentes, pecúnia, etc, como já falei anteriormente. Ou seja, bandeiras importantes que foram levantadas desde o ano passado pelos trabalhadores.
Mas ela também vem sofrendo críticas por parte de um grupo de trabalhadores.
É natural. Mas acho que uma proposta construída da forma como essa foi abrange interesses da grande maioria dos trabalhadores, embora alguns segmentos talvez não tenham conseguido representar bem seus interesses. Temos recebido críticas de alguns segmentos vinculados a analistas que querem garantir uma certa proporcionalidade salarial em relação aos pesquisadores, mas é importante ser dito que a atual proporcionalidade não foi construída a partir de uma discussão com o conjunto dos trabalhadores da Embrapa. Apesar de reconhecermos a necessidade de termos um patamar salarial digno e significativo para todos, não podemos, de forma alguma, achar que a bandeira da proporcionalidade se sobrepõe ao conjunto muito rico de propostas que foi construído de forma tão participativa e intensa. A proporcionalidade deve ser uma consequência de critérios que devem vir antes, como por exemplo a garantia de um piso salarial digno tanto para os analistas quanto para assistentes e pesquisadores. Ou seja, num mercado de trabalho onde se desenvolve atividades similares, como na Fiocruz, Ministério da Agricultura ou outros órgãos com atividade semelhantes às da Embrapa, não podemos abrir mão de um piso salarial digno, de forma nenhuma, em nome de uma pretensa proporcionalidade. Hoje, os assistentes iniciam sua carreira com um piso de R$ 1,2 mil, incompatível com o nível de responsabilidade de um trabalhador da Embrapa. Queremos que essa carreira tenha remuneração inicial pelo menos no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese como ideal para suprir as necessidades básicas de uma família, que é de aproximadamente R$ 2,5 mil. Se ao final pudermos garantir que essa proporcionalidade se dê de forma compatível com essa situação será ótimo. Mas ela deve ser uma consequência, e não uma imposição.
Como o SINPAF avalia essa questão da proporcionalidade? Qual o peso dela nas negociações?
É importante destacar que nos últimos dez anos a Embrapa se sentiu muito pressionada a segurar os analistas, que vinham tendo seus salários muito defasados. Por isso, houve reajustes de cerca de 36%, em 2006, e de mais de 70% em 2009, somente para os analistas. Esses reajustes foram feitos de forma unilateral, ou seja, sem diálogo com os trabalhadores. Isso gerou, claro, um patamar de proporcionalidade diferente. Se em 2006 tínhamos uma proporcionalidade de 60% ou 70% dos salários dos analistas em relação a pesquisadores isso foi a 86% em relação ao salário dos pesquisadores em 2009. Mas veja bem, foi uma situação criada artificialmente. Quero insistir que o mais importante para o trabalhador é ter um salário digno, competitivo com as empresas do setor público com as quais nos referenciamos. Não podemos nos prender a um índice de proporcionalidade, até porque mais na frente podemos nos tornar vítimas dessa bandeira que hoje alguns estão defendendo como se fosse a principal nesse processo de revisão.
Como isso poderia acontecer?
Se houver, por exemplo, defasagem nos salários de pesquisador. Por isso, torno a afirmar, é importante garantir um bom salário para todos, sem estimular atritos e divergências entre os segmentos dos trabalhadores. Por isso é importante ponderarmos sobre esse elemento. No entanto, todas essas críticas e sugestões estão sendo incorporadas no debate com a empresa. Não podemos querer desqualificar e muito menos atacar aqueles que se colocam de forma aberta nesse processo democrático e construtivo, apesar do tempo de construção das propostas na base já ter passado. Inclusive, agradecemos a todos que têm participado do debate, inclusive no site do sindicato, com sugestões ou críticas, que esperamos que se tornem cada vez mais qualificadas.
Outra crítica do grupo de analistas é sobre a abertura da carreira. Como você vê isso?
Vejo toda manifestação como positiva, e acho que é importante abraçar todas as propostas que vêm da base sem nenhum tipo de preconceito. No entanto, não podemos esquecer que a Embrapa é uma empresa de pesquisa, com trabalhadores pesquisadores e de apoio à pesquisa. É necessário que o carro-chefe, que são os pesquisadores, seja reconhecido, pois são técnicos de ponta, que carregam o nome, a história e o futuro da empresa, sem que isso sirva de eixo para desmerecer ou desvalorizar nenhum outro trabalhador. Não podemos nos prender a nomenclaturas, mas sim à necessidade de obtermos valorização real, até porque não acho que haverá mudança nos nomes dos cargos, independentemente de termos uma carreira de técnico de apoio à pesquisa ou não, a nomenclatura analista deve permanecer, assim como de assistente e pesquisador. Acho que essa é uma preocupação que realmente não merece muito engajamento, porque não acredito que ocorra nenhuma mudança na nomenclatura dos cargos. E afirmo isso com base na minha compreensão muito pessoal do processo. É claro que a construção dessa proposta vai se dar com base em termos técnicos que serão construídos a partir de parâmetros que hoje há dentro do governo federal e do conjunto das empresas.
Quantos assistentes possuem escolaridade e qualificação acima da exigida pelo cargo?
Temos um quadro de funcionários da Embrapa de aproximadamente 9,5 mil empregados. Em linhas gerais, esse quadro pode ser dividido da seguinte forma: 25% pesquisadores, 25% analistas e 50% assistentes. Desses 50% temos aproximadamente 300 assistentes C, os demais são assistentes B e A. Temos recebido no sindicato críticas vindas de assistentes C e B, principalmente, que vivenciam uma situação que pode ser considerada desvio de função – talvez não por interesse da própria empresa ou deles mesmos, mas pela própria capacidade de desenvolvimento da sua força produtiva a partir da sua qualificação – pois assumiram responsabilidades que muitas vezes estão fora do que foi estabelecido como base para sua contratação. Portanto, isso é uma situação grave, que implica inclusive em riscos para a saúde dos trabalhadores, sem contar, claro, o reconhecimento da sua qualificação. Portanto, temos a expectativa de podermos contemplar, de certa forma, essa necessidade.
Qual seria o nível de escolaridade e qualificação desses profissionais?
Há assistentes com doutorado, e não estou falando aqui dos desenquadrados, mas de companheiros que entraram como assistente C e tiveram a capacidade de se desenvolver chegando até um doutorado. Isso é muito bom. Dentro de uma perspectiva pessoal acredito que a empresa deveria valorizar cada vez mais o papel desses trabalhadores e reconhecê-los inclusive por meio de seus salários. Agora, existe uma perspectiva legal que de certa forma inviabiliza a progressão de assistentes B para a assistente A, por isso estamos avaliando do ponto de vista jurídico a possibilidade de quebrar essa barreira. Se isso não for possível precisaremos de outro mecanismo de reconhecimento dessa qualificação. Mas o importante é que possamos inclusive estimular esses companheiros que hoje têm doutorado e continuam como assistentes a fazer concurso para pesquisador da Embrapa. Certamente a Embrapa ganhará muito com isso, e eles também.
Como você avalia a atuação da Embrapa nessa comissão paritária?
Nesse primeiro momento podemos estabelecer que há uma boa vontade por parte da direção da empresa em reformular nosso PCE, até porque a necessidade que foi levantada pelos trabalhadores bate muito com a necessidade da própria empresa. E isso é interessante porque mostra claramente que o trabalhador da Embrapa veste a camisa da empresa. É claro que muitas vezes se sente magoado com certos tratamentos que não são muito republicanos, podemos assim dizer, ou muito transparentes, do ponto de vista do debate interno, do tratamento e do reconhecimento dos trabalhadores como funcionários de um governo federal, de uma empresa que traz tantos benefícios para a sociedade brasileira. Mas acreditamos na boa fé da diretoria da empresa e acreditamos que ela esteja empenhada em construir o mais rapidamente possível uma proposta que avance rumo aos anseios e objetivos dos trabalhadores.


90 Comentários
Caros Mário Ângelo, Rosana e demais colegas!
Eu considero que a maior parte dos questionamentos e manifestações eivadas de até justificada indignação quanto ao processo de revisão do PCE gozam de boa porção de razoabilidade e pertinência. Entretanto não podemos deixar de reconhecer que os prazos para discussão – curtos ou grandes, não cabe aqui discuti-los agora – foram dados oportunamente. O que observamos e já não é a primeira vez, é uma participação pífia por parte dos filiados (que por sinal ainda não são muitos, relativamente e infelizmente) nas assembléias que deliberam tais decisões. Assim fica mesmo difícil costurar um bom acordo que contemple os anseios da grande maioria seja ele de que esfera for. O importante no momento é que o processo está andando e dentro do cronograma inicialmente indicado. E precisamos ter o pensamento sintonizado com a categoria como um todo, não com determinados grupos que certamente são minoria se comparados com a empresa toda.
Por outro lado se os anseios da base em sua expressiva maioria sinalizam em determinada direção, mesmo que em determinado momento obliterada por algum preceito legal, eu entendo ser obrigação fundamental de nosso sindicato, nas funções de seus diretores nacionais – e em especial do responsável pela pasta de assuntos jurídicos – buscar meios que vão desde uma acirrada e bem desenvolvida articulação política à apresentação eventual de Projeto de Lei específico, que atenda aos nossos interesses. Se nossas armas são o voto e a lei, vamos usá-las com eficiência, agilidade e inteligência.
Reconheço igualmente que o momento é histórico para a nossa categoria, visto que foi a Embrapa que nos deu a oportunidade de participar desta revisão. O PCE é uma ferramenta da empresa e ela o constrói e administra conforme sua percepção e interesse. Posui critérios e parâmetros que lhe são próprios. Entretanto, nada nos impede de pensar e construir um modelo alternativo de avaliação que possa contemplar melhor e de forma mais equânime, as percepções e entendimento da grande maioria da categoria. É necessário que nos conscientizemos de que podemos e devemos tomar a iniciativa em várias áreas de gestão que nos afetam diretamente, de modo participativo e sinergético, surpreendendo a Embrapa (e aqui se leia governo) com um estilo e modelo diferentes de atuar do que vínhamos fazendo ano após ano num passado recente.
Companheiros e colegas: vamos nos unir mais e discutir melhor, de modo mais frio e estratégico os temas que efetivamente nos afetam de modo mais abrangente. Questões pontuais poderão aguardar o momento oportuno para serem contempladas conforme nosso poder de argumentação. Nada de fomentar divisões ou antagonismos, pois estamos todos num mesmo barco. Se de um lado estiver entrando mais água que do outro, pouco importa, pois se ele afundar vai levar todos para o fundo, não é mesmo? Vamos construir juntos, um paradigma novo!
Abraço a todos daqui de Londrina.
João Alves
Companheiros,
Faço parte na comissão paritária e sou tranquilo em dizer a todos que os trabalhos estão acontecendo com muita tranquilidade, bem diferente que num ACT onde às vezes os nervos vão à flor da pele.
Temos a intenção de produzir um doc que atenda a todos, mas para cada sugestão/pedido é preciso produzir uma nota técnica e às vezes um anseio da base fere alguns princípios e ou não conseguimos fundamentá-lo juridicamente, o que pode inviabilizar um pedido.
Como previsto no ACT 2011/2012 e registrado na 12ª Ata do mesmo, estamos trabalhando no sentido de ver equacionado aquelas demandas ali apontadas, dentre outras de menor impacto mas que venham a evitar má interpretação de direitos e obrigações ou expectativa de direito e obrigações apontadas em qualquer plano de carreira.
Esclareço também que NÃO estamos construindo um NOVO PCE e apenas revisando o atual, corrigindo definições e tentando da melhor forma elaborar um documento mais cristalino e coerente.
Boa tarde!
Fui informado ontem, dia 01/12/2011 pelo nosso Presidente que talvez teria reunião do PCE em 01/12/2011, (não tinha certeza).
Vocês não responderam as perguntas feitas em 30/11/2011:
Valdemir de Souza Rodrigues disse:
30 de novembro de 2011 às 7:40
Bom dia!
Já que não há divulgação do andamento das negociações (ATAS), gostaria de saber pelo menos quando ocorrerão as próximas reuniões? e quando teremos conhecimento do novo PCE? e finalmente, será que em janeiro 2012 teremos conhecimento da nova tabela?
As reuniões ocorrem semanalmente. No dia 1º houve reunião, sim. Sobre a divulgação das atas, leia a nota publicada pela Diretoria Nacional no dia 17/11/11: http://www.sinpaf.org.br/17/11/nota-da-diretoria-nacional-do-sinpaf-sobre-o-processo-de-negociacao-da-revisao-do-plano-de-carreiras-da-embrapa/.
Então já que o Sinpaf (nosso legítimo representante junto a Embrapa)se recusa a nos dar satisfação do andamento da comissão paritária, só nos resta perguntar “ao patrão”.
Gostaria de saber se existe uma data provavel para o fechamento destas negociações, e se a reforma do PCE será realmente implantada em jan./2012.
A data provável para a conclusão do trabalh da comissão paritária, como afirma o Vicente Almeida na entrevista, é meados de dezembro. Sobre a implantação, somente depois de aprovado pelo governo.
Boa tarde!
Já que não aceitaram minha sugestão de colocar as notícis de varias cores, para facilitar a localização, pelo menos vejam possibilidade de organizar os comentários por datas, às últimas estão: …23,24, 21, 24, 22
Caro Valdemir, os comentários são expostos conforme a data de publicação, em ordem decrescente (do mais antigo para o mais recente).
Vcs da DE estão acompanhando os debates nos COMENTÁRIOS para que se possivel levar alguma boa idêia ou sugestão para as negociações do PCE??? e a agenda, pelo menos a data da finalização das negociações??
Gente, alguma notícia sobre o PCE? Ou podemos mandar rezar a missa de sétimo dia da revisão do nosso plano?
Bom dia!
Já que não há divulgação do anamento das negociações (ATAS), gostaria de saber pelo menos quando ocorrerão as próximas reuniões? e quando teremos conhecimento do novo PCE? e finalmente, será que em janeiro 2012 teremos conhecimento da nova tabela?
Concordo plenamente com o Valdemir, pelo menos a agenda destas negociações deveria ser divulgada.
Continuo pedindo somente transparência no processo. Quem indicou os componentes “paritários”? E são mesmo paritários de todos os cargos? Que proposta foi entregue a Embrapa?
Aproveito o forum para perguntar aos representantes da SSindicais quem teve acesso ao verdadeiro “Dossiê PCE” do Sinpaf?
Afirmo que o representante da SSindical Cenargen (do lado da Embrapa sede) jamais colocou os olhos nesse documento. Quem são os “escolhidos” para isso? Alguém sabe os nome? Se era pra ser tudo igual (fazer as coisas escondidas), para quê renovação?
Rosana,
Todos os presidentes de seções tiveram acsso ao primeiro doc compatibilizado e produzido pela comissão parte do Sinpaf, ocorre que este doc foi apresentado para a comissão paritária mas não tivemos como defendê-lo juridicamente, não conseguimos e nemconseguiremos fundamentação legal para defendê-lo pois o que pediamos a pedido de mais da metade dos empregados da base não é possivel ser feito pois fere alguns principios constitucionais e podemos citar um dos principais como sendo: Prevalece o interesse publico sobre o privado quando envolver qualquer empresa ou ente publico.
Daí aquela proposta foi emparte abortada, mais especificamente a proposta de carreira unica.
As outras partes da mesma continuam sendo objeto de negociação e embreve terminaremos as discussões.
Nada virá de modo a piorar a situação de nenhum empregado, muito pelo contrario, só ha de melhorar.
É bom que todos leiam as noticias e ntrevistas postadas aqui, pois esta claro que isso não é um ACT e sim uma revisão de PCE, portanto não há espaço para deliberar sobre aceitação ou não do conjunto final da obra, por isso pedimos desde outubro do ano passado até setembro deste ano para que todos nos enviassem sugestões e é com base nestas sugestões que estamos trabalhando.
Os membros da comissão foram indicados pelos dois presidentes das instituições envolvidas e nomeados atrav´pes de ordem de seviço pelo presidente da Embrapa.
Somos seis membros:
Mário (Assistente) – Diretor de assuntos juridcos do Sinpaf, graduado em direito;
Anderson (Pesquisador – PHD) – Diretor regional Sudeste do Sinpaf;
Elias (Analista- PHD)- Diretor Admistrativo e Financeiro do Sinpaf e mais tres analistas da Embrapa Sede.
Diferente do que foi realizado no passado e em jan de 2009, estamos participando da elaboração deste doc, que é a grande diferença dos anteriores e pensamos e tentamos cometer Zero de irregularidades e defeitos e sabemos da impossibilidade de resolver problemas individuais num doc que é para o coletivo.
Mário
Prezados,
Conversei com o presidente da minha seção sindical, a informação dada é que esse PCE que está sendo veiculado NÃO EXISTE. NÃO FOI O SINPAF que fez, ou seja, o desgaste aqui expressado é em vão.
Muitos comentários, bastante polêmica e pouco se sabe. Lamento algumas colocações como “CURSO SUPERIOR À DISTÂNCIA QUALIFICA ?”. Posso dizer que este comentário sobre curso à distância foi muito infeliz, pois, aprendi na faculdade à distancia, o que não se aprende em algumas “faculdades” que “podemos administrar conflitos em GESTÃO DE PESSOAS, mas não podemos fazer Gestão de Pessoas que são sempre conflitantes”, às vêzes porque defendem só os seus interesses, lamentável(isso está na formação acadêmica em casa, do meio). Com relação a comissão paritária, foi boa a pergunta de uma colega, sobre quem votou em quem e quem deliberou, na FORMAÇÃO DA COMISSÃO que negocia o PCE com a Embrapa. Com relação às FERRAMENTAS, quando participei das comissões aquí do sul, disse, “isto é uma proposta, quem tem as ferramentas e vai dizer se está certo ou errado é o GESTOR. Com relação aos pesquisadores, lí um comentário, sobre a super importância destes. Só pra lembrar, como o restante da categoria(75%) não é pesquisador, fomos nós que sempre participamos de assembléias(eles participam muito pouco) a propor a Tão SONHADA TITULARIDADE, aprovada sem ranço e nem rancor, pela maioria dos trabalhadores(repito, com a pouca participação destes). Enfim, para ser objetivo, parabenizo algumas ações, mas, repito, quem tem as ferramentas é a Embrapa, que é quem vai bater o martelo, se implementa o que foi pedido e ou implementa o que é POSSÍVEL pela legislação vigente. No mais, o mundo só é mundo, porque têm estes seres que acham que pensam melhor que outros e por isso está o caos planetário onde, cada vez mais se agridem uns aos outros. Parabéns, aos que lutam sem nunca pensarem em sí, mas na coletividade, pois, afinal, a EMBRAPA NÃO É UMA EMPRESA DE PONTA, afinal, nós somos a EMBRAPA. No mais a entrevista do Vicente, ficou meio confusa ou foi clara demais. Só sabemos que quase nada sabemos sobre o que pretende a EMBRAPA sobre o PCE. AGUARDEMOS… e um excelente trabalho ao Vicente e sua equipe, visando o conjunto dos trabalhadores. Abraços !
Não li todos os comentários. Precisaria mais de hora para fazer isso. Não sei se estou enganado, mas não visualizei comentários de pesquisadores. A guerra realmente é entre Analistas e Assistente. Muitos colegas falam em consenso. Mas confesso, também, não perceber onde está o tão falado consenso. O que vejo é cada categoria defender os seus interesses. Acho que os comentários todos não são imparciais e este não vai fugir a regra. Tenho mais de 20 anos de Embrapa. Sou analista “A” e com mestrado. Por muito tempo o meu salário de TNS era quase o mesmo e até menos que muitos Técnicos Agrícolas (assistentes). Ninguém falava em nosso favor. Lembro-me de reuniões para discussão do PCE, quando tentei mostrar que os nossos salários estavam defasados e como resposta tive de ouvir que eu só pensava nos analistas. Na oportunidade o SINPAF pleiteava carreira única. Naquelas discussões os pesquisadores eram contrários e os analistas e asistentes concordaram com o SINPAF. Mas a proposta não chegou a lugar nenhum. Não é verdade que todos analistas ganharam um polpudo aumento, alguns até falaram em quase 100%. O meu aumento foi bem menor do que muitos se manifestaram. O SINPAF queria um aumento horizontal de 40% para todos os empregados. Eu concordei com esta proposta. A Embrapa que tem poder para isso concedeu um aumento que chegou a 76% para os analistas recém chegados na casa. Lendo as manifestações de muitos colegas, parece que foram os analistas os culpados por este aumento que eu também não concordei nas época. Parece que está existindo uma espécie de revanchismo agora. Tenho ouvido manifestações do tipo: “Agora é a vez dos assistentes terem o seu direito reconhecido”. Quando se fala em escolaridade, tenho dúvidas, embora reconheço o esforço de muitos, que alguns cursos oferecidos por aí tenham qualidade e sejam os mais recomendados para uma instituição como a Embrapa. Não é por acaso que recentemente foi noticiado o fechamento de uma enormidade de cursos pelo MEC (graduação e pós-graduação) por não preencherem os requisitos mínimos necessários. Hoje existe uma proliferação de cursos e acaredito que a qualidade de muitos deles é questionável. Acho que alguém deveria observar isso. Eu não acredito que um curso à distância proporcione a mesma qualidade que um curso presencial. É claro, toda regra tem exceção.
Se tem assistente desepenhando função de analista, também tem pesquisador exercendo função que é atribuição de analista. Existem analistas com trabalhos laureados internacionalmente, com publicações, projetos de desenvolvimento, porque não lhes são permitidos liderarem projetos de pesquisa. Eu coordenava um projeto de desenvolvimento e transferência de tecnologia entre as quatro Unidades do RS. Solicitei o meu afastamento e fui substituído por pesquisador que deu continuidade a um projeto que ajudei a construir. Não é questão de gabola, pois existem outros tantos colegas com igual e até capacidade muito acima da minha. Acho, sim, que muitas distorções existem há muitos anos e agora parece que chegou a oportunidade de resolver tudo. Esta proposta do Sindicato até pode ter sido discutida em algumas Unidades, mas na minha não teve essa discussão. Sei, também, que a participação em reuniões do SINPAF, normalmente, é reduzida, isso precisaria ser questionado porque ocorre. Lamento profundamente a atitude da direção nacional do SINPAF que eu ajudei a eleger. Tenho certeza, não vi ninguém falar, que esta proposta do SINPAF teve a participação de uma consultoria externa contratada para este fim e com dinheiro do SINPAF. Acho que eliminar a carreira de analista e permitir que outros cheguem a ela, ou venham a perceber os mesmos salários que estes, sem concurso público, no mínimo, é tentar ressuscitar alguma coisa que em outras épocas chamavam de “trenzinho da alegria”. Todos somos amigos e colegas, desde que não mexam nos nossos interesses. Percebo, nesta proposta apresentada pelo SINPAF, uma outra estratégia que o alvo agora são os analistas.O SINPAF percebeu que a proposta de carreira única não foi aceita pelos pesquisadores, então vamos atacar os analistas que são em número menor e que num embate em plenária, certamente, serão os perdedores. Acho difícil chegarmos num consenso, pois o Sindicato semeou e está protagonizando essa guerra. Acredito, porém, no bom senso da Embrapa, porque se esta proposta for exitosa, a pesquisa sofrerá um duro golpe, pois o campo que já está carente de pessoal, certamente, ficará vazio, pois ninguém quererá ficar nesta atividade. Hoje, em muitos experimentos, pesquisadores, analistas, assistentes e estagiários trabalham no campo, para que experimentos sejam instalados. Nem quero pensar como ficará esse cenário com esta proposta aprovada na forma que o SINPAF apresentou,defende e insiste estar buscando justiça para os seus associados. Não posso dizer que na proposta não existam avanços, mas os retrocessos superam. Estou decepcionado com o que a direção nacional do SINPAF pensa sobre um novo PCE. E tem gente dizendo que o SINPAF está defendo os direitos dos associados? Que decepção!!! Já ia me esquecendo. Muitos colegas defendem isonomia e tratamento igualitário para os empregados da Embrapa. Vocês acham coerente só os assistentes receberem café? Gostaria de ouvir outros colegas opinarem sobre estes assunto, pois tenho dificuldade de compreendê-lo assim como foi posto.
Olá a todos,
Guerra para quê? Não faz sentido estamos no mesmo barco. Proposta para o bem de todos: Criação dos cargos:
Assistente Sênior – com graduação. Remuneração equivalente à Analista B (requisito graduação).
Analista Sênior – com doutorado. Remuneração equivalente à Pesquisador A (requisito doutorado).
Pesquisador Sênior – pos-doc e produtividade diferenciada. Remuneração diferenciada.
Quem sabe assim, todos ficam satisfeitos?
Att.,
Angela.
Parabens Angela, é uma ótima idêia, espero que alguem da nossa Diretoria Sindical leia e leve para a sala de negociações.
Acho essa a proposta mais sensata até o momento e passível de ser acordada. Além do mais, quando eu entrei na Embrapa como assistente (Tec. agrícola) por concurso, já sabia que quando terminasse a minha graduação teria que fazer novo concurso público. “A regra é clara” desde a constituição de 1988.
Caro Raul,
Acho que faz tão pouco sentido falar em consenso no processo democrático, quanto falar em guerra e revanchismo entre analistas e assistentes da Embrapa (a não ser que a intenção seja boicotar a luta dos empregados, que só pode existir na união).
Com pouco tempo de casa, percebo que a Embrapa tem grande facilidade em “resolver” problemas criando outros muito piores. Fica até difícil divisar a má-fé da falta de habilidade na gestão da empresa.
No aumento concedido aos analistas em início de carreira, que você citou, tenho o palpite de que a lógica foi segurar os “novos talentos” que estavam “evacuando” a empresa. Eu mesmo fui beneficiário de um bom aumento na época e, realmente, foi o que me segurou, pois diante do alto custo de vida em Brasília e da oferta de trabalhos melhores e com excelente qualidade de vida em outas cidades, acabaria optando por sair da empresa. A boa notícia, no entanto veio acompanhada pelo mal-estar de saber que, para receber esse aumento, um colega meu, com quem estava aprendendo muito sobre a empresa e o trabalho em desenvolvimento, teve um aumento de humilhantes poucas dezenas de reais. Ou seja, a Embrapa resolveu o seu problema (evasão de novos analistas) gerando uma situação desigual e injusta entre seus empregados. Sem demonstrar qualquer desconforto com isso ou preocupação quanto ao “clima” interno ou qualquer código de ética.
Acho que temos muito trabalho pra fazer no Sinpaf, tanto no que diz respeito à luta contra as arbitrariedades cometidas pelos gestores da empresa, quanto à melhoria nos processos decisórios da nossa organização. O debate interno no Sinpaf precisa ser melhorado e muito. Temos feito (falando como diretor de base) o mínimo nesse sentido e isso não é suficiente. É preciso garantir o acesso a informação e a discussão qualificada nas seções sindicais. E os diretores sindicais terão que “forçar a barra” para que isso aconteça. Caso contrário, pela cultura dos “Sinpafeanos”, fica tudo no “deixa que o presidente faz”… e obviamente, sozinho, ninguém faz nada. Ou, se faz, independente do resultado (econômico, social, etc), nega à base a oportunidade da organização e do amadurecimento político. Segue, portanto, a tradição política do clientelismo.
Precisamos fazer a auto-crítica. Pelos comentários (gerais) deste site, vejo muita agressividade e pouco conteúdo, de todos os lados. Muitas declarações parecem querer ressucitar fantasmas que ainda rondam nossa organização, como a ameaça da divisão da categoria (que já deveria estar superada). E aí sim, pode-se falar de um “revanchismo” pernicioso. De outro lado, não podemos perpetuar métodos de discussão que prejudiquem o acompanhamento direto e qualificado na base (nós, sindicalizados),das propostas que nós mesmos construímos, sob a pena de boicotarmos nosso próprio amadurecimento político e nos consolidarmos como um sindicato de “luta técnica”. Já basta o “tecnicismo isento” do nosso dia-a-dia na Embrapa.
Por fim, caros Raul Grehs e Adão Noguês, quanto ao tempo gasto para ler ou escrever nesta página do Sinpaf, considere-o como curso de formação “on-line”. Sem preconceitos quanto às ferramentas pedagógicas disponíveis na mundo moderno, mas sim, com muito cuidado quanto forma de utilizá-las e intenções de quem as utiliza.
Vinicius Freitas
Presidente da seção Sindical Hortaliças
Como disse o Marcello, deve haver uma proporção entre as carreiras.
Gente, não precisa dessa rivalidade. Vamos nos preocupar em nossos ganhos reais, ou seja, aumento de salário e melhorias na qualidade de vida. Não me importa quanto o meu colega do lado ganha, eu quero é ganhar bem também.
Pelo que estou vendo há uma preocupação bem MAIOR se meu colega vai ser reconhecido pela escolaridade do que com os ganhos reais.
Outra coisa, até agora nenhum dos empregados (TNS=ANALISTA) que aqui estão manifestando suas opiniões responderam o questionamento sobre o último PCE, onde os Técnico de Níveis Superiores tornaram-se Analista e tiveram um aumento de quase 100%, todos acharam muito bom e não reclamaram da diferença de aumento para as outras categorias, ou seja, foi ótimo para mim, então não me importo com o próximo.
Também sabemos que passar em um concurso para um nível superior a qual vc exerce é questão de estudar para o concurso, ou seja, “bitolar” para passar no concurso, sem falar que concurso não mede conhecimento e tampouco capacidade de trabalho, profissionalismo, competência. “FICAADICA”
Caro Alex, a unica coisa que não entendi do seu comentário foi a parte do “Gente, não precisa dessa rivalidade”
Jean Kleber,
Estou vendo mais preocupação com a possibilidade de crescimento dentro da empresa do que os próprios ganhos (R$). Temos que gastar esforços é com as melhorias para toda a categoria e não ficar preocupado se o colega vai crescer profissionalmente ou não.
Só isso.
Precisamos nos unir e conseguir melhorias para todo!!!
Prezados,
Creio que toda esta celeuma é, primeiramente, fruto do espírito democrático da atual diretoria nacional. Se fosse a anterior ninguém teria este forum para expressar a sua opínião, principalmente as negativas. Eu posso dizer que pelo menos aqui no Pantanal o processo foi aberto a todos. Foi eleita uma comissão com 2 representantes de cada categoria, que junto com a diretoria local, formulou a proposta da nossa seção sindical. Depois fizemos uma assembléia onde os presentes puderam opinar e até alterar algumas propostas. O curioso foi que o quorum de todas as assembléias foi pequenissímo, afinal não estavámos deliberando por aprovar ou não uma proposta de aumento salarial. Porque se assim fosse estaria repleta. A diretoria nacional abre em várias ocasiões espaços para discussões. Infelizmente um número enorme de filiados ignoram e não participam. Quase sempre são os mesmos que depois criticam e metem o malho. Quem não participa das assembléias, das reuniões, das deliberações porque vive “assoberbado” de tarefas ou “tem coisas mais importantes para fazer” está permitindo que outros decidam a sua vida e o seu futuro. Não adianta ficar reclamando e criando celeuma depois. Participe das assembléias, fale, debata, exponha as suas idéias mesmo que ela vá de encontro a da maioria. Ficar expondo teorias da conspiração neste momento só ajuda a conturbar o movimento sindical que está aí para defender os trabalhadores. Mesmo que alguns retrógrados digam o contrário, o Sinpaf defende o conjunto dos trabalhadores. Outra coisa: vamos parar de pregar a extinção dos cargos de nível fundamental. Geralmente são eles que pegam no pesado: montam a cavalo, pegam na enxada, pulverizam o “veneno” nas plantações, etc. Pergunte a um pesquisador da Embrapa que tipo de contratação que a Embrapa precisa? Todos são importantes não importando o cargo nem o nível de escolaridade. Afinal a sociedade espera que a Embrapa crie produtos e tecnologias que ajude a alavancar ainda mais o nosso país. E para isso todos nós contribuimos.
Augusto
O que rendeu as divergências sobre o PCE: o estabelecimento de uma rivalidade entre os cargos na Embrapa, fruto de uma discussão deficiente e pouco esclarecedora nas bases.
O que o presidente disse de mais sensato na entrevista:”Mas o importante é que possamos inclusive estimular esses companheiros que hoje têm doutorado e continuam como assistentes a fazer concurso para pesquisador da Embrapa”
O concurso público é o meio democrático e constitucional de promoção. Fora isso, é promessa de santo.
Essa é a verdade. Se está com qualificação “excessiva” para o cargo, faça concurso para outro nível. Não vejo como “gratificar” esse ou aquele por estar com formação acima da exigida pelo concurso, pois lembrem-se das atribuições do cargo no PCE- mesmo o título de Dr. não dará direito de desenvolver atividades que são de responsabilidade de cargos que estão acima. Já disse uma vez aqui e repito, é descabido o entendimento de alguns que aqui se manifestam dando a entender que querem subir de nível/cargo no “tapetão”, bem como querer equivaler salários. Se for assim, estudar pra quê?
O reconhecimento que os assistentes querem sobre a qualificação excessiva tem o mesmo embasamento de “outros casos” onde a cada dia mais se é exigido aumento de titularidade. Bem sabemos que concurso depende de vagas, uds onde vc está, formação exigida no concurso, etc, etc, então nãp é bem assim para fazer concurso., entretanto, mesmo sem vagas para concurso há casos “n” em que a empresa utiliza o funcionário em determinada função, pois é bom pra ela, é bom pra ele. Ninguém aqui quer subir no tapetão,nem equivaler salários, e sim, interpolação salarial que é outra coisa, Quanto ao estudsar pra quê? cada um deve saber sua relação custo/benefício para a Embrapa, creio que aqueles que lutam por reconhecimento, não o fariam assim, se não tivessem convicção de suas competências de dedicação.
O “estudar pra quê?” refere-se ao fato de estar num cargo, mas querer ser enquadrado em outro, sem concurso… o “bom” para os dois, geralmente “maquia” desvios de função de acordo com o PCE. Voltando ao “estudar pra quê?” no sentido que estava defendendo: é para buscar a carreira/nível/salário pretendido, pelas formas apregoadas pela Constituição Federal.
Prezado André, na Embrapa o que mais existe é desvio de função, cito um exemplo: em um setor aqui da unidade, temos dois analistas B e dois assistentes A, fazendo as mesmas coisas, exatamente as mesmas coisas, só que dois ganham mais de R$6.000,00 e os dois, pouco mais de R$3.000,00…e repito fazendo exatamente as mesmas coisas….voce acha justo????eu pergunto tambem, vamos diminiur o salario dos analistas por que estão fazendo trabalho de assistentes, ou aumentar o salario dos assistentes que estão fazendo o trabalho de analistas?
Muito bem colocado Jacir, concordo plenamente.
Colega,
A pergunta é: porque o Analista está fazendo trabalho de assistente? Ou vice-versa. Para corrigir esta situação, temos que receber atribuições de acordo com cada cargo.
É sabido que a Embrapa vinha tendo há alguns anos, um exôdo de analistas da área de informática por causa dos salários praticados pela empresa, em virtude disto,houve a valorização da carreira, com uma alteração na tabela salarial, mas por uma necessidade da empresa em reter os profissionais de TI, os demais analistas eram apenas “os outros beneficiados”, quero lembrar que na unidade em que trabalho, tanto quanto nas demais, os assistentes B e A, principalmente dos setores da administração, desempenham em cerca de 95% as mesmas funções/atribuições e em alguns casos as de analista, e os analistas desempenham em 95% as mesmas funções atribuições, dos assistentes. E esta questão deveria ser levada a justiça do trabalho, com um pedido de isonomia salarial. Não questionando nomenclaturas, mas o desenpenho de atividades iguais por carreiras diversas. Em tempo acho que caberia tambem o questinomento judicial pela progressão vertical de assistentes B para o assistentes A.
INTERESSANTE: TEM ALGUM ASSISTENTE QUE EXECUTA A FUNÇÃO DE CONTADOR (ANALISTA) USANDO O CRC NO SIAFI, NA PREFEITURA E NA SECRETARIA DA FAZENDA DE ESTADO E ASSINA LIVROS FISCAIS JUNTOS COM O CHEFE GERAL.
TENDO GRANDES RESPONSABILIDADES, TODAS ELAS ELENCADAS NO CODIGO CIVIL?
MAS É CADA UMA QUE VEJO NESTE COMENTÁRIOS
Prezado Nascimento, acho que voce só VIU, não LEU a msg, está descrito ai, 95%, entendeu, existem algumas exceções, que são poucas (um contador, um advogado…etc). Ninguem exerce atividade na Embrapa sem responsabilidade, grandes ou pequenas, todos tem uma, Ok.
Um abraço.
Depende. Salvo engano no PCS/98 e anterior a ele, tinha o cargo de técnico em contabilidade. Se positivo, a teor da legislação (Decreto Lei № 9.295/46; Lei nº 3.384, de 28.04.1958 e Lei nº 12.249, de 2010) não vejo empecilho quanto a responsabilidade aludida no comentário. Logo, já pensou o abismo salarial entre um e outro cargo, caso ele exista na Embrapa?
Ah! esqueci de perguntar: Onde está A “LEGÍTIMA PROPOSTA DO PCE” compilada pelo Sinpaf (que é meu legítimo representante nas relações trabalhistas junto a empresa e recebeu essa outorga por meio do meu voto, então me deve satisfação)?. Pois nas muitas versões piratas (uma inclusive com papel timbrado do sinpaf)não identifiquei nem a SOMBRA das propostas tiradas no grupo de trabalho da seção sindical onde estou filiada. Mais uma coisa: E os membros dessa comissão paritária também são “paritários” de todos os cargos? Um pesquisador, um analista e um assistente? Foram eleitos por quem para me representar nessa negociação extremamente importante? Que proposta eles estão defendendo em meu nome???? Será que não tenho o direito de saber? Aguardo respostas atentamente.
Estou na empresa de 1989, de lá para cá atravessamos muitos “planos econômicos”, mas um em especial marcou a categoria: “O teto do ministro”. Os maiores salários não podiam aumentar (por causa do teto), mas os menores sim (se não me falha a memória foram 2 dissídios consecutivos). Então aconteceu um achatamento na tabela salarial e derrepente o salário de ministro deu um salto e congelaram todos os outros salários (os salarios maiores não acompanharam o de ministro). Então gostaria de lembrar aos amigos que essa estória “começa no começo” e não no último “acochambramento” salarial. Portanto gostaria de ver um gráfico histórico de todas as conquistas salariais do Sinpaf.
Aqui em Campo Grande – MS temos grande espectativa e fé acima de tudo nesse PCE, queremos sobretudo salientar que nos casos de analistas o que faltou em 2008 foi isonomia para todos e que infelizmente talvez nesses novos tempos não seja possível atender a contento se bem que creio que ninguém saiba o conteúdo do PCE de agora talvez tenha surpresas, mas o que realmente queremos é recuperar o que não foi possível no ACT 2011/2012 e acima de tudo fazer uma nova forma de sindicalismo, acho que faltou nesses novos tempos mais contribuição dos analistas, assistentes e pesquisadores na formulação do ACT, nas GREVES e PCE, talvez se tivéssemos uma base forte de verdade unida e apartada do status conquistaríamos mais e mais. fica um toque para todos que se sintam lesados, vamos nos unir!!!!
Nas discussões estabelecidas entre os “cargos” imagino que todos tenham razão: os Pesquisadores que acham que os Analistas vêm sedo beneficiados nos últimos anos… estão certos os Analistas que querem manter o seu nível salarial relativo… e também têm razão os Assistentes que afirmam que Pesquisadores e Analistas “sempre” são beneficiados. Ora, se todos têm razão, logo, todos estão errados…
Certamente os negociadores do outro lado da mesa devem estar em pleno êxtase assistindo o movimento sindical digladiar em suas próprias fileiras, a meu ver o problema é muito mais de método do que de conteúdo, pois há falhas de conteúdo, tais como: manutenção e/ou ampliação do numero de níveis dos cargos (aumentando à carreira), redução da base salarial dos Analistas A em relação aos Pesquisadores B (cargos com similaridade de exigência de ingresso), e o discurso titubeante quanto à unificação do cargo de Assistente.
Contudo, em minha opinião, o maior problema relacionado a construção de um “novo” PCE está na forma como essa temática vem sendo trabalhada, principalmente em dois aspectos:
1. Ter gerando na base a expectativa de que poderíamos solucionar alguns problemas históricos de nossa categoria por meio do PCE, quando sabemos que a implementação ou modificação, desde que não haja redução de direitos, de Planos de Carreiras é prerrogativa da gestão. Limitando assim nosso poder de negociação.
2. Ter mudado a dinâmica de participação praticada desde o inicio da construção da proposta e durante as negociações, ao deixar de divulgar as informações, suscitando inúmeras especulações a respeito do tema.
Longe de mim querer calar esse debate, mas acredito que o momento requer união e humildade para que juntos possamos encontrar uma saída para nos fortalecermos pra luta.
Huuuuuuuuuummmmmmmmm, será que essa metodologia foi seguido a risca lá em 2008?
Flávio concordo com Jean.
Não tivemos a oprtunidade de discutir em 2008 e agora temos, mas o sindicato esta mostranto um trementa incompetência para administrar os conflitos e ainda mais para efita-los.
É inpossivel pensar em isonomia se queremos ajustes diferenciados, precisamos diminuir diferenças entre categorias, aumentando a base, Assistentes e não reduzindo carreira de ninguem.
Seja mais sensato.
Em 2008 tivemos oportunidade sim (Spalhaphatos, Ano XX, Edição 256, set-out/2008, p.7; Spalhanet 185, Ano XX, 13/11/2008; Spalhaphatos, Ano XX, Edição 257, nov/2008, p.4). Ademais, o Sinpaf somos nós e não a Diretoria Nacional. Gente, as discussões do PCE foi aberta em set/2011. Talvez o pecado do Sinpaf foi ter apresentado a Embrapa uma proposta sistematizada e não discutida com a Base. Esse a meu ver foi o grande erro. Pelo que tenho lido nos comentários, existiam por parte de outras Unidades tb propostas interessantes como a do CPATU. Outra coisa: esqueçam essa questão de unificação de cargo de Assistente com Analista. Isso não tem fundamento jurídico, salvo se o Congresso Nacional aprovar a PEC que lá tramita. Assim, cabe aos sindicatos e centrais sindicais pressionar os Congressistas para aprová-la. A isonomia é uma utopia. A Constituição fala nisso, mas desde 1988 não se consegue implementar, e não é agora no seio da Embrapa que isso vai se tornar realidade. No mais, um grande abraço ao meu colega Jean, nada tenho contra ele, fomos parceiro na Diretoria Nacional em meados de 2000.
AMIGOS
SEMPRE EXISTIU A PROPORCIONALIDADE, SEMPRE….
, é muito importante falar acerca do que aconteceu na alteração da tabela salário de 2008.
Na tabela anterior, um PESQUISADOR B ganhava 81% do pesquisador A, os ANALISTAS ganhavam respectivamente 78% (A) e 57% (B).
Os ASSISTENTE ganhavam respectivamente 36%,32 %e 14 % do salário do PESQUISADOR A.
A Embrapa aumentou em 2008 o percentual para:
86% (pesquisador B),
85%(analista A),
71% (analista B),
assistente A 37%, B 26% e C 15%.
Observemos que nessa transposição o ASSISTE B PERDEU 8% e o Sinpaf nada fez.
Na proposta atual, o Sinpaf quer imputar a PERDA, DIGO PERDA, para os PESQUISADORES B e ANALISTAS A E B, diminuindo a proporção. PQ FAZER ISSO?
O Sinpaf pede para que baixe a proporção para 85%, 72% e 61%…
Não é melhor, muito melhor, tentar melhorar o salário de todos, como já foi proposto nesta proporção:
PESQUISADOR B 90%,
ANALISTA A 90%,
ANALISTA B 80%,
ASSISTENTE A 45%
E ASSISTENTE B 40%.
Acabando com o nível fundamental e migrando todos para o médio.
Observem que todos saem ganhando, absolutamente todos….sem detrimento de nenhuma carreira.
Diminuir a proporcionalidade é um RETROCESSO ABSURDO, PRINCIPALMENTE SE ELA FOI FEITA PELO SINDICATO QUE TEM A OBRIGAÇÃO LEGAL DE DEFENDER OS SEUS FILIADOS..
Waldo, seus comentários são de fundamental importância para analisarmos o cenário que envolve o novo PCE. Espero que a Diretoria Nacional e a Comissão de Negociação (Sinpaf e Embrapa) e leve em conta o pensamento aqui expressado pela Base. De fato Waldo, na reestruturação dos Planos de Carreiras, muitos órgãos públicos (federal, estadual e municipal) tem permitido a migração de empregados/as e/ou servidores/as alcancem o nível médio (comumente chamado de nível intermediário) mesmo outrora tendo ingressado como nível elementar ou auxiliar.
Waldo eu NÃO acredito que essa proporção sugerida seja justa!
Pois no setor privado, ou até mesmo em setores públicos, a diferença entre o nível técnico (assistente A), não é menor que 60%, vária chegando até a 75%, você pode pegar exemplos como justiça, petrobrás, fábricas, etc.
Acredito que o mérito da questão está realmente nos estudos! Porque quem passou para nível superior tem seus adicionais de titularidade, que é merecido! Mas, não tem grandes funções quanto os demais que participam do processo da pesquisa, todos são importantes!!
O problema é o EGO, onde o ser humano não consegue ver o outro crescer. Pois pergunto agora: se aumentar o salário dos assistentes é desmereder quem estudou? se eles sempre irão ganhar mais, a diferença já está no salário inicial e na titularidade.
Abraços a todos.
olha, uma das discussões levantadas é a igualdade na interpolação das tabelas, isso por si só já representa muita coisa. Penso também que está acontecendo algo interessante neste PCE, muitos estão preocupados com o que um grupo está dizendo ou está pensando, não gostaram disso ou daquilo, peraê meu filho, até onde lembro somos todos filiados a um Sindicato só, portanto e bem lembrando em outras postagens há muitos assistentes tb nesta Empresa e penso que esta voz deve ser respeitada também, ou seja, se um grupo aqui ou ali não está contente com a proposta atual vamos discutir.
Lembro novamente, o que acontece é que muitos assistentes estão em experimentos nos campos (às vezes até coordenando o experimento) e longe das listas, portanto esta pressão informal que o Sindicato sofre não deve ser em hipótese alguma considerada, sem antes ponderar também, refletir e pensar sobre como ou o quê o grupo de assistentes pensa sobre a última tabela salarial de 2008 ou ainda a percepção deste enorme grupo de assistentes sobre esta discussão que parece tender em alguns casos, listas de discussão e rodas de conversa a valorizar e pesar com certos excessos e preciosismos a opinião de uma “categoria”, lembrando que um trabalho de pesquisa é feito com “projeto, operação e análise”, ambos porém não podem ser priorizados isoladamente.
Como o próprio texto cita há uma clara valorização de determinada categoria nos últimos anos (nada contra, mas lembro que estamos falando de isonomia), agora que sabe é a vez de outros, ou vamos ficar naquela de que para alguns “o céu é o limite”
Sei que vcs podem está infelizes com os reajustes apresentados pelo SINPAF, mas justiça seja feita pois os assistentes ganharam apenas 40% de aumentos no ultimo PCE, enquanto os analistas ganharam 70% de um salário que ja era quase o dobro dos assistentes. Eu não sei o que vcs fazem fazem em suas unidades, só sei que em meu setor todos fazemos as mesmas coisas, e temos até setores onde os chefes dos analistas é um assintente.
Na minha opinião um Assistente não deveria ganhar menos do que 75% do salário de um Analista e não os 50% que é pago hoje. Desde que a diferença não fique abaixo dos 75%, os analistas podem ganhar até R$ 100.000 por mês.
Uma coisa é certa esta proposta do sinpaf, não anseia a vontade dos Analistas. (Contadores, Advogados, Engenheiros, Economistas, etc.)
Principalmente aqueles que tem uma responsabilidade enorme, por fazer uso do seu número de conselho de classe como: OAB E CRC, CREA E ETC.
olha, penso eu que a proposta do SINPAF não deve se preocupar com anseios, mas com ajustes necessários e isonomia, isso sim. Os anseios deverão ser atendidos à medida que forem para o bem comum e não em detrimento de alguns como foi em 2008 por exemplo.
E nos pesquisadores temos menos responsabilidades que vcs nessa empresa?
o foco de minha argumentação não é responsabilidade é isonomia e igualdade, portanto, deves abrir outro comentário para tal.
Meu querido, e quem disse que a Embrapa não usa o conselho dos assistentes com nível superior???? Vc está muito desinformado!
Vicente, PARABÉNS. Bastante oportuno seus esclarecimentos/posicionamentos. Era isso que estava faltando depois de tantas especulações e enxames…
Sou Assistente B, tenho mestrado, sou concursada da Embrapa desde 1989 e participei como representante-eleita do grupo de assistente do CPATC na construção dessas propostas.
Em 22 anos de Embrapa, nunca vivemos um momento como esse. Registre-se: uma construção da base, feita com a participação maciça de todas as categorias ou daquelas que realmente quiseram participar.
Continuamos confiando no trabalho de vocês. Esse é o tipo de SINDICATO que realmente precisamos !
B-R-A-V-O
Parabéns Cida.
Foram ótimas suas colocações, até que emfim alguem deu “a Cesar o que é de Cesar”. Esse presidente do sinpaf (Vicente) tem que ser aplaudido pelo trabalho na construção desse novo plano de carreira da Embrapa. Parabéns a Vicente e toda diretoria do Sinpaf.
Concordo com vc Cida.Faço suas palavras as minhas.
Muito bem Cida! Parabéns Vicente pela coragem.
É interensante a proposta do pequeno grupo Analista. Eles querem proporcionalidade ganhando o Analista A igual a Pesquisador B, aonda há a proporcionalidade nisso? A exigência para o cargo de Analista A é especialização Lato Senso e a exigência do Pesquisadro B é mestrado. Acho interessante os Analista querem que os Assistentes recebam mal e eles recebendo igual a Pesquisador B. Eles esquecem ou não sabem o currículo de cada Assistente na Embrapa, eu mesmo tenho Graduação e Pós graduação todos feitos em Universidade Federal. Pelo meu currículo deveria ser Analista A. Outro assunto é a mudança de nomenclatura, creio eu que quem esteja reclamando da nemunclatura seja Analista novato porque a nomenclatura dos Analista, antes do PCE de 2009 era Técnico de Nível Superior. Só está voltando a ser o que era.
Caro José,
Hoje a Exigência para ingresso no cargo de analista A, é no Mínimo o Mestrado e ou Especialização, com oito anos de experiência no Cargo. Ao Passo que temos Pesquisadores somente com a graduação, no caso Pesquisador 1 e com Mestrado como pesquisador B. Então como é notório as exigências de formação são equivalentes. Então não ha motivo de diferência-los financeiramente.
José, boa tarde.
De forma alguma os Analistas querem que os Assistentes ganhem mal e eu pessoalmente sou a favor da abertura da carreira. Apenas acho que a proposta atual não foi construida e nem discutida c/ as bases (Não acho normal ter acesso a proposta por meio de listas corporativas)
PS* Acho coerente que o salário de AA e PB sejam o equivalente possível pq a Embrapa não faz concurso p/ Analista A c/ exigência apenas de lato senso!
Apoio vc José. Não tem lógica um pesquisador B com mestrado ganhar igual a um analista A com lato senso mesmo o concurso exigindo erradamente mestrado para analista A pq o PCE diz que é só lato senso. Se isso fosse motivo justo deveria acabar com um dos dois cargos.
Pelo PCE, exige-se mestrado para o ingresso de empregado/a no cargo de Analista A, inclusive domínio de língua inglesa. Na promoção de Analista B para A permite-se após cumprido alguns requisitos, como: 8 anos de casa e especialização lato senso, nada falando, veja, na questão de língua inglesa (PCE, pag. 28 e 30). Demais disso, observe-se outra incoerência quanto a promoção do Analista B para A: “Escolaridade: Especialização Lato-Sensu, na área de atuação, para ocupar as referências de
AA-01 até AA-15; Mestrado Stricto-Sensu, para ocupar as referências a partir de AA-16.” Esse texto deve ser eliminado quando da revisão do PCE, pois isso é inconcebível.
Marcos, não entendi a lógica do seu comentário. Pelo que extrai um Pesquisador B tem que ganhar menos que um Analista A, é isso mesmo?.
Parabéns José, teu comentário foi a síntese do que se passa aqui. Parece que alguns Analistas não querem que os Assistentes ganhem o merecido pelas funções que desempenham, mas quando na última reformulação da tabela, em que a Embrapa na calada da noite aumentou os salários deles em até 70% ninguém chiou. E a título de uma “pesquisa de mercado” que comparou os salários com outras empresas não divulgou “quem” a fez, aonde a fez e tampouco que nós Assistentes também estávamos defasados. Basta ver os salários de técnicos agrícolas em outra instituições. Depois vem a Embrapa dizer que seu quadro de funcionários é seu maior patrimônio…Se o somos…somos todos, não acham? Vamos valorizar todas as categorias e parar de pensar só no próprio umbigo.
Aqui na minha unidade somos 5 técnicos desenquadrados para Ass. B (antes foi para C) desempenhando atividades de Assistente A, e não raro de Analista, sem perspectiva de crescimento, pagando o pato por sermos prata da casa, com 25 anos de trabalho…
Pimenta nos olhos dos outros é colírio, não? E muito cômodo para a empresa…
E quanto a reclamação de que as pessoas não foram ouvidas, ou que não puderam contribuir com propostas, ora por favor, o Sinpaf foi claro e objetivo, e bem divulgado, diga-se de passagem, só não participou quem não quiz ou não pensou que a coisa poderia ser tão séria.
Parabéns ao Sinpaf, que teve a coragem de mexer nessa m… que é o PCS.
Abraços.
Olha eu nao sei porque este monte de discussão sobre o detrimento de uma classe em função da outra. Eh logico que do processo de mudanças em planos de carreira que mexe no bolso, alguem vai levar prejuizo. Isto aconteceu no ultimo onde os mais antigos de casa foram prejudicados..
Eh alem disto, ninguem sabe qual eh proposta que vai levada pra instancias superiores..Estao porque estas discussões sobre situações que ainda não sabemos que vai acontecer… Muita calma nesta hora!!!!!!!!!!!!!
De que forma a divulgação das Atas das reuniões podem ser prejudiciais as negociações do PCE??? Afinal o Sinpaf representa uma categoria de trabalhadores, e como tal, deve satisfação a esses mesmos trabalhadores de suas ações. Isso é o mínimo que a base espera.
Cometer erros e falhas é normal do ser humano. Nobre é reconhecer as falhas e ter a humildade de voltar atrás e tentar reverter uma situação antes que ela fique insustentável e produza consequências irreparáveis . Anormal é acreditar que esses erros estão corretos e defende-los como verdade suprema. Talvez seja a hora dos analistas pensarem numa desfiliação em massa do SINPAF.
Colega, em 2008 não houve por parte dos prejudicados qq menção quanto a desfiliação por conta da implantação da Tabela Salarial 2008 e muito menos nas negociações de ACTs, PCS/98, PCE/2006 e tantas outras negociações. Logo, insatisfações vão existir sempre, inclusive noutras entidades ou órgãos públicos dos Poderes da República, bastando ver a insatisfação dos servidores do Judiciário e o embate com o Executivo sobre a questão. Conclamo os analistas para não desfiliarem do Sinpaf, visto que unidos poderemos ampliar nossas conquistas, enquanto divididos poderemos tropeçar pelo menio do caminho.
Sei que vcs podem está infelizes com os reajustes apresentados pelo SINPAF, mas justiça seja feita pois os assistentes ganharam apenas 40% de aumentos no ultimo PCE, enquanto os analistas ganharam 70% de um salário que ja era quase o dobro dos assistentes. Eu não sei o que vcs fazem fazem em suas unidades, só sei que em meu setor todos fazemos as mesmas coisas, e temos até setores onde os chefes dos analistas é um assintente.
Na minha opnião um Assistente não deveria ganhar menos do que 75% do salário de um Analista e não os 50% que é pago hoje. Desde que a diferença não fique abaixo dos 75%, os analistas podem ganhar até R$ 100.000 por mês.
é isso mesmo Marcelo, todos temos que ganhar, independente do cargo. Errado é querer defender um cargo EM DETRIMENTO do outro. Essa é a insatisfação dos analistas é pq o SINPAF que deveria defender os EMPREGADOS, DIGO EMPREGADOS, insiste em colocar um cargo contra o outro quando pede aumento diferenciados. Aceitamos que a Embrapa faça isso, mas não aceitamos que o Sinpaf faça. Até parece que os analistas NÃO SÃO A BASE, SE ELES NÃO SÃO A BASE, ELES SÃO O QUE?SE SOMOS A BASE, ESTAMOS FALANDO QUE NÃO ESTAMOS SATISFEITOS, NÃO ESTAMOS SATISFEITOS…A BASE FALA ISSO E O SINDICATO FAZ OUVIDO DE MERCADOR.
Waldo, verdade!
A Embrapa pode fazer isso e nunca o SINPAF!!
Sinceramente eu nunca pensei que esse processo que começou tão bem pudesse chegar onde chegou, com a postura do Sinpaf, em querer dividi a categoria, jogando uma contra outra.
E ainda tem a cara de pau de dizer que a base está satisfeita.
É triste ouvir os Analistas dizerem que estão esperando que a Embrapa os defendam, onde chegamos, com nossos “”representantes”".
Bem creio que a proposta que o nosso presidente do sinpaf está apresentando não é a mesma que está sendo divulgada. Pois a nova proposta fomenta a divergência entre as classes de trabalhadores. O que tenho visto é uma proposta altamente tendenciosa defendida por uma equipe também tendenciosa, que não divulga os seus atos, enquanto representantes do sindicato dos trabalhadores. Onde estão as atas das reuniões entre sindicato e Embrapa? Porque não ficamos sabendo das decisões tomadas por essa equipe? as ações dessa equipe tem que ser transparentes.
O Sr. Vicente afirmar na entrevista que a proposta do PCE “de uma forma geral foi muito bem aceita por todos os grupos funcionais” é uma total inverdade. É inconcebível o sindicato inventar desculpas para favorecer uma parcela de colegas em detrimentos aos demais. Assim como, é inconcebível dizer que a proposta foi discutida com a base. São inverdades descabidas e os dirigentes estão se escondendo em argumentos falaciosos ao invés de abrir um discussão. TODOS os “argumentos” em defesa dos assistentes podem ser usados em defesa dos analistas. Os argumentos de que assistentes têm um limite para crescer, que existem assistentes com doutorado, que existem assistentes em desvio de função etc., podem ser usados para defender os analistas sem que uma palavra seja trocada. O pior dos argumentos é dizer que os analistas foram beneficiados no passado… isso é ridículo e apenas “fumaça” para esconder o qto as diretorias nacional e locais são incapazes de desenvolverem um bom e justo trabalho.
Do mesmo jeito que em 2009 voçês foram favorecidos. E sim! a proposta foi discutidas na base sim! Aqui na unidade em que trabalho nenhum analista participou, nem se interessaram por nada.
a discussão foi ampla sim, nós fizemos reuniões por aqui com assistentes, analistas e pesquisa tb fizeram. Lembro entretanto no comentário anterior que as palavras até podem ser trocadas em pé de igualdade é no papel, porque na realidade vai o assistente fazer mestrado (é sem bolsa, sem nada meu filho). Os mais cômodos dizem – assistentes não deve fazer mestrado, deve ser assistente – e eu penso: eita pensamento bitolado, pois em qualquer lugar do planeta, conhecimento trazido para a empresa, independente de quem o faz, só traz ganhos e produtividade para a empresa
Tá na cara que o Sindicato está querendo favorecer os cargos de assistente e pesquisador em detrimento do cargo de analista. Sr. Vicente, por favor, não diga que a proposta representa os anseios da base, isso não é verdade. Assim como também não é verdade que houve ampla participação. Já viram o manifesto do CNPMF? O melhor até agora.
O nivelamento da remuneração com o mercado na época fez com que muitos analistas que pretendiam sair da empresa desistissem. Além disso, a valorização do cargo atraiu pessoal capacitado para dentro da empresa. Agora, há um grande risco de mais uma vez termos perdas significativas de material humano. Parece que já vimos esse filme…Será que daqui a alguns anos haverá um novo PCE que beneficie os analistas, pois estes estão debandando?
Em inicio de carreira está se propondo um reajuste médio de cerca de 7, 20, e 35%, para Analistas, Pesquisadores e Assistentes, respectivamente. Isso não é proposta que um sindicato, que representa toda a classe, deva apresentar a Empresa, ainda mais sem o prévio conhecimento dos envolvidos. Triste, muito triste…Espero, sinceramente, que a Empresa tenha mais lucidez e bom senso que o Sinpaf.
Repito! Do mesmo jeito que favoreceu o cargo de analista em 2009, vc achou ruim? reclamou? É um absurdo ouvir isso de vcs, pois em 2009 todos vcs foram beneficiados e nos pesquisadores prejudicados. E não venha com “O nivelamento da remuneração com o mercado na época fez com que muitos analistas que pretendiam sair da empresa desistissem”, do mesmo jeito acontece até hoje com assistentes e pesquisadores.
Colegas, o problema é que já foi estabelecido um “racha” no seio da empresa, infelizmente. Ademais, lá em 2008 tb ocorreu tal descontentamente, mas em relação aos colegas, repito novamente, com mais de 15 anos de casa, posto que em início de carreira o aumento foi significativo para analistas, assistentes e pesquisadores, entre 40 e 76%. Naquela época, alguns foram a Justiça, contudo não sei em que pé encontra-se esses processos. O ideal e estabelecer uma negociação construtiva quanto ao PCE, porém vejo que a missão será árdua, visto que ninguém vai querer ceder. Vamos analisar o cenário lá em 2008: Pesquisador A PA01 DE R$ 5.078,83 PARA R$ 6.999,96 GANHO DE 37,82%; Pesquisador B PB01 DE R$ 4.116,76 PARA R$ 6.021,83 GANHO DE 46,27%; Analista A AA01 DE R$ 3.963,50 PARA R$ 5.975,23 GANHO DE 50,76%; Analista B AB01 DE R$ 2.908,58 PARA R$ 5.132,14 GANHO DE 76,44%; Assistente A OA01 DE R$ 1.840,82 PARA R$ 2.611,26 GANHO DE 41,85%; Assistente B OB01 DE R$ 1.177,02 PARA R$ 1.649,01 GANHO DE 40,10%; Assistente C OC01 DE R$ 727,15 PARA R$ 1.027,33 GANHO DE 41,28% (Fonte: Todos.com de dez/2008). Portanto colegas, em início de carreira se os índices são esses de 7%, 20% e 35%, creio estar corrigindo uma injustiça lá de dez/2008, não acham?.
Quantos assinaram aquele manifesto?
Não tem representatividade nenhuma. Alem do que vários não são sindicalizados!
Reconheço que a proposta do SINPAF apresenta pontos interessantes e diversos ganhos para os trabalhadores! No entanto a proposta entregue a Empresa não foi corretamente discutida c/ a base… só tomei conhecimento da proposta através das listas corporativas e gostaria de saber pq não votamos a proposta antes de entregá-la ?
Sinceramente também não vejo boa fé em um sindicato que trata de forma desigual seus filiados (equidade é o mínimo) – todos somos trabalhadores e carros-chefes em nossas atividades em prol do crescimento da Embrapa.
Dizer que a proposta de forma geral foi muito bem aceita por “todos” os grupos funcionais não é verdade… A proposta que foi entregue é um verdadeiro “TAPA” na cara de um importante grupo funcional!
PS* O termo “Técnico de Apoio à Pesquisa” é uma involução semântica!
E pq vcs não acharam isso em 2009? Interessante! Isso foi bom para mostrar o qie um grupo de Analistas pensa.
Em 2009 a proposta foi unilateral pela Embrapa, sem sindicato. diferente desta… o aumento foi necessário para a área de Tecnologia da Informação, os analistas de sistema não ficavam na Embrapa, assumiam outros concursos mais atrativos.
DAvila, de fato em 2008 a decisão foi unilateral, porém essa questão de rotatividade vai existir sempre e não pode ser usada como pretexto para categoria X, Y ou Z, e por demais, por órgão público X, Y e Z. Veja vc que até no Judiciário há esse problema de rotatitividade de empregado/servidor http://noticias.r7.com/brasil/noticias/comissao-da-camara-aprova-reajuste-para-servidores-do-poder-judiciario-20100616.html ; http://agenciabrasil.ebc.com.br/ultimasnoticias/-/journal_content/56/19523/3173585 ; http://www.cgu.gov.br/imprensa/Noticias/2003/noticia08803.asp ; http://www.conjur.com.br/2011-out-27/presidente-tst-defende-plano-cargos-salarios-servidores-judiciario A propósito, se pesquisarmos hoje o vencimento de analista em órgãos públicos na Administração Pública direta e indireta essa tese pode até ser derrubada. Lembre-se, o ser humano é assim, nunca se agrada, sempre quer mais, mais e mais. É interessante pesquisar tb essa questão de rotatividade noutros cargos, a exemplo de pesquisador e assistente se ela acontece com maior ou menor frequência, principalmente no tocante aos mais antigos.
Concordo com vc Flávio, o que respondi foi ao Jorge que dizia que nenhum analista questionou a proposta do PCE anterior. A proposta passada, como já falei, não teve chance de diálogo com todos. Agora que tem não vi o sindicato na minha unidade convocar reuniões para votar esta proposta. Tomei conhecimento dela nas redes sociais. Um absurdo.
Entrevista bem esclarecedora, vejo que o tempo urge, passando da primeira quinzena de dezembro o ano acaba na Embrapa e em todo o âmbito governamental, fim de ano, recesso, ano novo, férias e esvaziamento da Empresa de dezembro a início de março, é aí que o bicho pega, como mobilizar a categoria neste período, são situações que poderemos com grandes possibilidades enfrentar. O comentário é para reflexão de todos nós. Que fazer diante do imprevisto? Saídas?
Não mobiliza. Por isso a proposta está sendo discutida agora!
A comparação acima, refere-se a de um Assistente A e um Analista B, dentro do mesmo setor na empresa, e os salários, são os inicias de cada cargo.
Inaceitável a declaração abaixo, feita pelo colega presidente do Sinpaf VICENTE ALMEIDA, que pelo jeito novamente nesta rica oportunidade de revermos o erro cometido no PCE passado, (no caso da possibilidade de acessão do Assistente B para Assistente A) parece que o SINDICATO irá se calar frente à contra proposta ilegal da Embrapa de não reconhecer essa classe de trabalhador. Senhores Assistentes B, Observem que a LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996 que Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional em seu CAPÍTULO I que trata Da Composição dos Níveis Escolares, o Art. 21 diz que a educação escolar compõe-se de:
I – educação básica, formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio; e
II – educação superior.
Assim sendo, quando fizemos o concurso público, prestamos prova de ensino básico incompleto, no entanto, uma vez que concluímos o ensino básico isso legalmente dentro de uma empresa pública nos dá o direito de pleitearmos o reconhecimento do nível de educação supracitado. Outro ponto também de relevância significativa, é, sobre a questão de ser constitucional ou não, observe senhores assistente B e demais colegas, a constituição federal não restringe em momento algum a progressão do servidor púbico dentro do mesmo cargo.
Em 2006, quando ocorreu a nova reformulação do PCS, o qual criou-se um único cargo, qual seja o de Assistente, subdividido em duas Classes, cuja escolaridade exigida foi à educação básica, automaticamente a empresa já se responsabilizaria pelo enquadramento de seus funcionários que atendessem os requisitos do PCS em vigência. Observem todos que, o que estamos reivindicando é o nosso direito que foi violado, isso de forma alguma deveria passar para os colegas imediatamente superiores (Função x Escolaridade) a nós, a idéia de que não estamos querendo prestar um novo concurso para o requerido enquadramento e sim o apoio de todos para que nenhum trabalhador da nossa querida Embrapa seja prejudicado por um ato de injustiça tão explícito como a referida situação. Eu particularmente, não acredito que nós assistente, que somos mais de 50% do total de empregados da Embrapa, perderemos novamente para a incompetência de compreensão legal de nossos representantes tanto do sindicato quanto da Embrapa. Ainda Acredito em nosso Sindicato e ainda espero que a Embrapa não se permita cometer esse grande erro NOVAMENTE.
CONFIRA A ENTREVISTA E A RESPOSTA DO PRESIDENTE DO SINPAF…
Qual seria o nível de escolaridade e qualificação desses profissionais?
Há assistentes com doutorado, e não estou falando aqui dos desenquadrados, mas de companheiros que entraram como assistente C e tiveram a capacidade de se desenvolver chegando até um doutorado. Isso é muito bom. Dentro de uma perspectiva pessoal acredito que a empresa deveria valorizar cada vez mais o papel desses trabalhadores e reconhecê-los inclusive por meio de seus salários. Agora, existe uma perspectiva legal que de certa forma inviabiliza a progressão de assistentes B para a assistente A, por isso estamos avaliando do ponto de vista jurídico a possibilidade de quebrar essa barreira. Se isso não for possível precisaremos de outro mecanismo de reconhecimento dessa qualificação. Mas o importante é que possamos inclusive estimular esses companheiros que hoje têm doutorado e continuam como assistentes a fazer concurso para pesquisador da Embrapa. Certamente a Embrapa ganhará muito com isso, e eles também.
Entrevista: Vicente Almeida fala sobre a negociação da revisão do PCE